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Colégios e externatos dominam topo

Ranking 2010: Só duas escolas públicas entre as 20 mais bem classificadas

15.10.2010 - 08:27 Por Bárbara Wong

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O Colégio Nossa Sra. do Rosário, Porto, tem a melhor média do secundário O Colégio Nossa Sra. do Rosário, Porto, tem a melhor média do secundário (Foto: Paulo Pimenta)
A instabilidade nas escolas, a reforma antecipada dos professores com mais experiência, a avaliação do desempenho dos docentes, a burocracia em que se encontram mergulhados e a falta de expectativas dos alunos. Estes são os factores que podem estar na origem dos piores resultados obtidos pelas escolas públicas nos exames dos ensinos básico e secundário deste ano. A leitura é dos directores das escolas estatais, que contestam a realização de seriações com base num único indicador, o dos exames, e que pedem mais autonomia para trabalhar e melhorar os seus resultados académicos.

Este ano, o ensino privado mantém- se no topo da tabela dos chamados rankings, feitos com base nos resultados dos exames nacionais do ensino básico e secundário. Só há duas escolas públicas nos primeiros 20 lugares, tanto num nível de ensino, como noutro. A secundária Infanta D. Maria, em Coimbra bisa no ranking do básico (3.º lugar) e no do secundário (13.ª posição); o Colégio Militar sucede-lhe na lista do básico (14.ª posição) e o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga é a primeira pública do ranking do secundário, em 7.º lugar.

O Externato Escravas do Sagrado Coração de Jesus, no Porto, conquistou o primeiro lugar na lista do básico, com uma média de 4,22 valores (na escala de 1 a 5) nos exames do 9.º ano de Português e de Matemática. No ensino secundário, o Colégio Nossa Senhora do Rosário, também no Porto, tem a melhor média – 14,98, numa escala de 0 a 20 – com 358 provas feitas nas oito disciplinas que o PÚBLICO tem em conta para a seriação das escolas.

Se os lugares cimeiros de ambas as listas estão povoados por nomes de escolas privadas, a maioria de inspiração católica, já nos últimos predominam estabelecimentos de ensino públicos. No básico, a média mais baixa das 1295 escolas do país onde se prestaram provas foi 1,68 e pertence à secundária com 3.º ciclo Dr. Azevedo Neves, na Amadora. No secundário, é a Fonseca Benevides, em Lisboa.

“Estamos a comparar realidades que não são comparáveis”, contesta Pedro Araújo, director da Escola Secundária de Felgueiras (422.ª no ranking do secundário), corroborado por Rosário Queirós, vice-directora da secundária Clara de Resende, a primeira pública do Porto neste nível de ensino. “Se toda a organização da secundária de Felgueiras se mudasse para a Infanta D. Maria, em Coimbra [a segunda pública entre as 20 melhores médias] com certeza que poderíamos obter resultados iguais ou semelhantes, e vice-versa”, diz Araújo.

As escolas com resultados mais fracos têm uma oferta residual de cursos gerais, levando poucos alunos a exame. Ao passo que as privadas trabalham para o sucesso, argumenta ainda a maioria dos directores das ofi ciais contactados pelo PÚBLICO. “São alunos [os do privado] preparados para terem boas notas nos exames”, resume Adalmiro Botelho da Fonseca, director da secundária Oliveira do Douro, em Gaia.

A culpa é da instabilidade

“O privado sempre trabalhou para o sucesso educativo”, começa por dizer Rodrigo Queiroz e Melo, director-executivo da Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo (Aeep), para quem é relevante haver “estabilidade”. Por isso, aponta o dedo à “instabilidade que as escolas públicas têm vivido”. “É sempre tudo novo, está sempre tudo a mudar e a mudança constante não produz resultados.”

As públicas estão embrenhadas na aplicação permanente de directivas que vêm do Ministério da Educação (ME), são muitos os entraves administrativos, diz Antónia Vidal de Castro, da escola Júlio Dinis, de Ovar, que este ano ganhou o prémio de Mérito Liderança, atribuído pelo ME. A sua escola fi cou em 240.º no secundário.

“Desde que estou na gestão da escola, a lei mudou três ou quatro vezes e nunca foi avaliada”, reclama Botelho da Fonseca.

“Perdemos muito tempo com papéis e reuniões e isso é um prejuízo para os alunos”, acrescenta Fernando Castro, director da Fernão de Magalhães, em Chaves.

A polémica avaliação do desempenho dos professores também pode ter contribuído para a instabilidade mas, no próximo ano, poderá infl uenciar os resultados nos exames. Botelho da Fonseca acredita que “para melhor”, porque os docentes têm que traçar objectivos para os estudantes.

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Traulitada nos comunistas

O título desta notícia não podia ser mais transparente e óbvio num sistema de ...

hvtek

15.10.2010 16:28

X

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É “escandaloso” que se rejeitem matrículas para “ficar bem na fotografia” dos rankings