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Social-democratas reagem a críticas do primeiro-ministro

PSD acusa Sócrates de "meter cabeça na areia" em vez de resolver problemas do país

09.11.2008 - 18:56 Por Lusa

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Para o líder parlamentar do PSD, as declarações do primeiro-ministro foram "infelizes e insensatas" Para o líder parlamentar do PSD, as declarações do primeiro-ministro foram "infelizes e insensatas" (Nuno Ferreira Santos)
O líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, classificou como "infelizes e insensatas" as declarações de hoje do primeiro-ministro, que acusou de "oportunismo político" a oposição nas reacções à manifestação de sábado dos professores, criticando a atitude de José Sócrates de "meter a cabeça na areia" em vez de resolver os problemas do país.

"O primeiro-ministro não quer reconhecer a realidade, prefere meter a cabeça na areia como a avestruz e atacar a oposição, atacar o PSD", criticou Paulo Rangel, numa reacção às acusações de José Sócrates.

Intervindo no XIII Congresso Distrital do PS de Coimbra, o chefe de Governo considerou "lamentável o oportunismo dos partidos", sobretudo do PSD, nas reacções à manifestação de dezenas de milhares de professores contra o processo de avaliação. “Já não esperava nada dos partidos à nossa esquerda, que têm a habitual estratégia do protesto. Mas que o principal partido da oposição, que ainda há uns meses atrás aquando da outra manifestação dizia ao PS que se recuasse era um vergonha, venha agora dizer que o Governo deve recuar...”, acrescentou Sócrates.

Para o líder parlamentar do PSD, as declarações do primeiro-ministro foram "infelizes e insensatas", lamentando que Sócrates prefira atacar a oposição "em vez de resolver os problemas que estão a afectar o normal funcionamento das escolas".

Paulo Rangel rejeitou ainda que o PSD tenha recusado ou entrado em contradição por defender a suspensão do actual modelo de avaliação de desempenho dos professores, lembrando que os sociais-democratas sempre foram a favor da avaliação.

Contudo, acrescentou, o que se passa é que "o modelo concreto que está em funcionamento falhou, é um fracasso", não havendo já a possibilidade de uma avaliação "justa e eficaz".

Por isso, continuou, os social-democratas defendem a suspensão do actual processo e a introdução de um novo modelo de avaliação simplificado e de avaliação externa. "Não há nenhum recuo do PSD", insistiu Paulo Rangel, considerando que a atitude do primeiro-ministro de preferir atacar os sociais-democratas em vez de resolver os problemas "diz tudo".

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Comentário + votado

Um 112 para PORTUGAL

Este país está a precisar de um psiquiatra a sério.

Anónimo

10.11.2008 23:56

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