A maioria socialista recusou hoje as acusações de desinventimento no ensino superior, rejeitando as propostas do PCP e do BE para a adopção de "medidas de emergência" para repor os níveis orçamentais das universidade.
"Não há desinvestimento", assegurou o deputado socialista Manuel Mota, durante a discussão na Assembleia da República de duas propostas de resolução do PCP e do BE para reforçar a dotação financeira dos estabelecimentos de ensino superior.
Aliás, sublinhou, de acordo com a mais recente avaliação da OCDE, o financiamento do ensino superior "é igual" à media europeia.
"A lei do financiamento está a ser cumprida", acrescentou ainda.
A oposição, contudo, foi unânime nas acusações e críticas à política do Governo nesta área, com o deputado do PCP João Oliveira a considerar que as instituições de ensino superior estão à beira do "colapso financeiro".
"São necessárias medidas de urgência", reclamou.
Pelo BE, a deputada Ana Drago defendeu igualmente a adopção de "medidas de emergência" para repor os níveis orçamentais "mínimos" para as universidades funcionarem.
"A situação é calamitosa", acrescentou o deputado do CDS-PP José Paulo Carvalho, saudando os diplomas do PCP e do BE.
O deputado Emídio Guerreiro, do PSD, foi igualmente crítico, condenando o "corte brutal" no financiamento do ensino superior.


