Assembleia da República

PS acusa ministro da Educação de gerar instabilidade e de ausência de ideias

02.11.2011 - 13:15 Por PÚBLICO, Lusa

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Nuno Crato avançou que a supressão da disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação está a ser estudada Nuno Crato avançou que a supressão da disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação está a ser estudada (Foto: Miguel Manso/arquivo)
O PS manifestou-se hoje “perplexo” com aquilo que considera ser a situação de instabilidade no sistema educativo, acusando o ministro da Educação de “incapacidade” na gestão e de ausência de uma ideia global para a política de educação.

A posição foi transmitida aos jornalistas pelo deputado socialista Acácio Pinto, coordenador do Grupo Parlamentar do PS para as questões de educação. “O PS está perplexo com a política de educação, sobretudo pela instabilidade que se está a gerar no sistema educativo. Entre vários casos, a instabilidade decorre do concurso para a colocação de professores ou da apregoada reforma curricular, que se baseia em medidas meramente avulsas, como a extinção da disciplina de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC)”, declarou o coordenador da bancada socialista para as questões de educação.

Acácio Pinto, deputado eleito pelo círculo de Viseu, acusou ainda o Ministério da Educação de criar instabilidade em “áreas como a formação de adultos, em que se geraram expectativas em relação às escolas e aos estudantes”. “Mas este Ministério da Educação tudo tem vindo a fazer para que essas respostas não sejam encontradas. O PS considera que não se vislumbra uma única medida de esperança para o sistema educativo, o que é muito preocupante”, sustentou Acácio Pinto.

Para o deputado do PS, “há uma incapacidade do ministro da Educação [Nuno Crato] na gestão do sistema educativo”. “As medidas que estão a ser tomadas não traduzem minimamente uma ideia para a educação em Portugal”, acrescentou.

Numa entrevista exclusiva publicada esta segunda-feira pelo PÚBLICO , o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, admitiu que a reorganização e racionalização dos currículos também é apresentada como uma medida de poupança. Quando questionado sobre se o ensino em Portugal tem professores a mais, o ministro foi taxativo: "É preciso dizer isto com clareza: não estamos em época de contratar mais professores do que o estritamente necessário. Isto significa que vamos ter uma grande contenção na contratação de professores."

Nuno Crato avançou que as duas medidas principais que estão a ser estudadas, no âmbito da reforma curricular do ensino básico e secundário, são a supressão da disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no 9.º ano e a divisão de Educação Visual e Tecnológica em duas componentes separadas no 2.º ciclo. No 9.º ano “a maioria dos jovens já domina os computadores perfeitamente e é questionável que seja necessário ter uma disciplina de TIC”, justificou Nuno Crato. Sobre EVT, afirmou que “não estamos em época de ter dois professores em sala de aula” e que se deve antes pensar em “separar curricularmente a Educação Visual e a Educação Tecnológica e os professores alternarem a docência”.

Numa entrevista centrada sobre os cortes previstos na educação para 2012, e as opções para os alcançar, são também abordados, entre outros temas, a futura contenção na contratação de professores, a escolaridade obrigatória até aos 18 anos, as obras na Parque Escolar, o financiamento e a racionalização da rede das instituições do ensino superior e o que representaram para o ministro estes primeiros quatro meses de mandato.

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Nao equeçam a LULU

Tamb´´em que ate a ideia idiota de retroceder com uma disciplina importantissima (segundo a UNESCO) ...

Anónimo

08.11.2011 09:25

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