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Estudo da OCDE e Comissão Europeia em 23 países

Professores portugueses querem mais formação

24.11.2009 - 16:23 Por Bárbara Wong

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Falta de formação tem impacto na escola, diz relatório Falta de formação tem impacto na escola, diz relatório (Adriano Miranda (arquivo))
Os professores portugueses são os que mais pedem formação profissional. Num inquérito feito em 23 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os portugueses estão à frente dos insatisfeitos entre os estados-membros da União Europeia, 76 por cento pede mais. Os belgas são os mais satisfeitos com apenas 31 por cento a pedir mais formação.

O estudo, apresentado esta manhã em Bruxelas, foi desenvolvido a partir do inquérito TALIS, que se debruça sobre o ensino e a aprendizagem, que se debruça sobre as condições de trabalho dos professores. Foi realizado com o apoio da Comissão Europeia.

Apesar de não terem dados para fazer essa avaliação, os autores do estudo consideram que o défice de formação, denunciado pelos docentes, têm de ter impacto no modo de ensinar. Os inquiridos solicitam formação na área do ensino especial e nas novas tecnologias. “Isto revela um reconhecimento claro que os professores não se sentem bem preparados para lidar com grupos heterogéneos e para se dirigir a alunos com necessidades de aprendizagem”, avalia o relatório.

Apesar de sentirem falta de formação, 85 por cento dos professores portugueses realizaram-na em 2007/2008, ou seja, ligeiramente abaixo da média dos países europeus inquiridos (89 por cento). No entanto, 25 por cento dos portugueses tem que a pagar - é a média mais alta. Na verdade, em nenhum dos 23 países há formação gratuita, mas cerca de 80 por cento dos belgas, malteses, turcos e eslovenos afirmam que não pagaram nada para obtê-la.

Os docentes portugueses queixam-se ainda de terem pouco tempo para realizar formação e desses horários esbarrarem com os das aulas, aliás, com mais dificuldades só os coreanos. O conflito com o horário de trabalho é um obstáculo à participação nas actividades de desenvolvimento profissional, diz o relatório. Por isso recomenda que são necessárias políticas para integrar a formação no trabalho docente. Sobretudo quando há países, como Portugal, onde a formação conta para a progressão na carreira.

O estudo revela ainda que o ambiente escolar desempenha um papel importante no desenvolvimento profissional, os profissionais que se sentem bem na escola e com o seu trabalho são positivos. Portanto, para os ministérios estas conclusões devem sugerir que um maior acompanhamento do trabalho dos professores e um ambiente escolar positivo “podem contribuir para o desenvolvimento das escolas como organismos de aprendizagem”, diz um comunicado da Comissão Europeia.

Em cada país foram seleccionadas 200 escolas, onde responderam o director e 20 docentes, todos escolhidos de forma aleatória.

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Comentário + votado

na palheta com os profs

Se os professores Portugueses pedem mais formação, eu aplaudo. Estou de candeias ás ...

Espalha Brasas

24.11.2009 22:13