Os professores iniciam hoje uma greve às actividades não lectivas, tais como as aulas de substituição e o prolongamento do horário. O protesto, convocado pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), vai ser prolongado até sexta-feira.
Na origem do protesto estão dois despachos publicados em Agosto pelo Ministério da Educação, que mudaram a organização dos horários dos professores, obrigando-os a passar mais tempo nas escolas em actividades extracurriculares e de substituição de colegas.
Segundo a Fenprof - que reivindica a suspensão dos dois diplomas -, estas actividades representam uma sobrecarga do horário dos professores, o que se traduz num "enorme desgaste e frustração" profissional dos docentes, que será prejudicial ao seu serviço lectivo.
A organização sindical defende, nomeadamente, que o prolongamento do horário de funcionamento das escolas do primeiro ciclo entre as 15h00 e as 17h30 seja assegurado por monitores de tempos livres e não por professores e reivindica que as aulas de substituição sejam pagas como serviço docente extraordinário, o que diz estar consignado no Estatuto da Carreira Docente.
Na quinta-feira da semana passada, a federação sindical decidiu manter a paralisação decretada no início do mês por não ter chegado a acordo com o Ministério da Educação sobre a reorganização dos horários.
A greve deverá afectar sobretudo as aulas de substituição de professores que faltam, as actividades extracurriculares no prolongamento de horário das escolas do primeiro ciclo, entre as 15h00 e as 17h30, e os apoios pedagógicos.


