Professores de Português querem que Governo explique duplicação de negativas 
13.07.2009 - 16:27 Por Lusa
A Associação de Professores de Português (APP) exigiu hoje do Ministério da Educação uma explicação para a quase duplicação das negativas face ao ano passado, lamentando não conhecer os resultados pergunta a pergunta.
"Não conseguimos encontrar explicação, gostaríamos que o ministério apresentasse a razão. Tem resultados pergunta a pergunta, por que razão não diz aos professores onde é que os alunos erraram mais?", questionou o presidente da APP, Paulo Feytor Pinto, lamentando não ter recebido os resultados hoje divulgados aos jornalistas.
O responsável da APP referia-se à percentagem de negativas no exame nacional do 9º ano a Língua Portuguesa, que este ano totalizou 30,1 por cento (0,8 de nível 1 e 29,3 nível 2), contra 16,7 por cento no ano passado (0,3 nível 1 e 16,4 nível 2). No entanto, a maioria dos alunos teve positiva no exame (70 por cento).
Os resultados dos exames nacionais do 9º ano, hoje conhecidos, revelam uma ligeira melhoria a Matemática e uma pequena descida a Língua Portuguesa, com a taxa de reprovação a baixar dois pontos percentuais à primeira disciplina e a subir um à segunda. Para a ministra da Educação, os resultados dos exames nacionais do 9º ano devem encher o país de orgulho, sublinhando, no entanto, que é necessário continuar a trabalhar para melhorar as classificações.
"Gostava de sublinhar que a larga maioria dos alunos teve nota positiva tanto a Português como a Matemática. Isso deve-nos encher de orgulho. É muito positivo e muito bom para o país", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues, à margem da assinatura de um acordo com a comunidade espanhola da Extremadura, em Mérida.
Por outro lado, a titular da pasta da Educação defendeu que "é necessário continuar a trabalhar para melhorar" os resultados e que o país não se pode "conformar" com estas classificações. "Há alguma consolidação dos resultados e também uma convergência entre os exames e o trabalho desenvolvido nas escolas" ao longo do ano, acrescentou.
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