Um valor superior a 80 milhões de euros é quanto vai custar a produção do primeiro computador portátil português, chamado "Magalhães". Utilizando processadores e concepção da fabricante norte-americana Intel, cada um dos 500 mil computadores terá um custo de produção de 180 euros.
Segundo explicou o primeiro-ministro, José Sócrates, durante a apresentação pública do projecto, que decorreu hoje em Lisboa, o "Magalhães" vai ser produzido numa fábrica da portuguesa JP Sá Couto em Matosinhos e destina-se a crianças do primeiro ciclo do ensino básico.
“Numa fase inicial, em Setembro, o computador terá 30 por cento de incorporação nacional, mas o nosso objectivo é que, no final deste ano, esteja já nos 100 por cento, exceptuando o processador da Intel”, afirmou José Sócrates.
Segundo o primeiro-ministro, a diferença entre o custo de produção e o preço final do computador "Magalhães" será suportada pelo Estado e pelas entidades privadas envolvidas no projecto.
José Sócrates adiantou ainda que a parte dos custos que vai caber ao Governo dependerá dos contratos de ligações à Internet que os operadores de telecomunicações (como Portugal Telecom, Vodafone, Zon e Sonaecom) venham a conseguir ao participarem no projecto.
Os 500 mil computadores vão ser distribuídos aos alunos do primeiro ciclo do ensino básico, no âmbito do novo programa “e.escolinhas”, uma réplica de um outro programa, o “e.escolas”, que nasceu o ano passado. Contudo, no caso dos computadores "Magalhães", e ao contrário do que acontecia no programa “e.escola”, a opção de ligação à Internet é facultativa.


