O primeiro-ministro recebe hoje à tarde em Lisboa representantes do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), num encontro em que deverão ser abordadas questões relacionadas com o Orçamento para o Ensino Superior e outras matérias do interesse das universidades.
Fonte ligada ao CRUP adiantou que a reunião com José Sócrates, prevista para as 18h00, surge no seguimento da carta enviada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, aos reitores sobre a questão do financiamento e com vista a estabelecer um “contrato de confiança” entre as universidades e o seu ministério.
Na reunião de hoje está prevista a presença do reitor da Universidade de Coimbra, Seabra Santos, que se fará acompanhar de alguns outros reitores, incluindo Fernando Ramoa Ribeiro, da Universidade Técnica de Lisboa.
Entretanto, em Novembro último, o ministro Mariano Gago comunicou aos reitores das universidades e aos presidentes dos institutos politécnicos as linhas de orientação do programa governativo que pretende concretizar neste sector, envolvendo as instituições. O programa revela a intenção do Governo de firmar “um contrato de confiança” com o sistema de ensino superior para aumentar os níveis de qualificação dos portugueses.
No resumo do programa então divulgado pelo ministério, reiterava-se o “reforço das instituições, a garantia da diversidade da oferta formativa e da equidade no acesso por parte dos estudantes, o investimento em Acção Social Escolar, a melhoria da qualidade e dos mecanismos de avaliação e acreditação”, a par do também anunciado “compromisso com a Ciência”.
A questão do financiamento também foi transmitida aos reitores, estando previsto um nível de financiamento global directo ao ensino superior público que assegure os recursos necessários às instituições, “promovendo também o investimento competitivo, por objectivos, tendo em vista a expansão e qualificação” do sistema, “sem prejuízo à capacidade de angariação de receitas próprias”.
O programa do Governo aponta ainda para o aumento do número de estudantes em ensino à distância e em cursos de especialização tecnológica para o “reforço da empregabilidade das formações e do sucesso escolar”, assim como das parcerias e cooperação internacionais.


