Os manuais escolares vão aumentar mais do que a inflação prevista de 0,5 por cento. Segundo a convenção anual feita entre os editores e livreiros e o Ministério da Economia, assinada anualmente em Maio, os livros escolares do ensino básico terão um aumento de 1,5 por cento e os do secundário 0,4 por cento, segundo o Diário de Notícias.
Neste aumento não está contemplada a subida do IVA de cinco para seis por cento. Segundo o gabinete de comunicação da Leya, grupo que tem várias editoras vocacionadas para o mercado escolar, em resposta ao PÚBLICO, “o aumento em um por cento das taxas de IVA, que irá vigorar a partir de Julho, será aplicado aos manuais escolares; essa actualização não implicará para a Leya qualquer atraso no abastecimento do mercado".
O anúncio do aumento do IVA, a entrar em vigor no próximo mês, apanhou as editoras de surpresa. Muitas terão já os livros prontos, mas na capa o preço não contempla a subida do IVA. O que significa que o preço de capa será actualizado através de uma nota de encomenda que as editoras enviarão para as livrarias.
A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) lamenta o aumento do preço dos manuais escolares, por representar mais uma penalização para as famílias, e apela ao Governo para não reduzir a dedução com as despesas de educação no IRS.
“Este aumento de preços dos manuais escolares tem de ser esclarecido com o impacto nos tempos em que vivemos. Todos os dias nos dizem que temos de cortar, que reduzir”, lembra Albino Almeida, presidente da Confap, em declarações à Lusa.
Se o aumento de 1,5 por cento pode ser pouco significativo na compra dos livros do 1.º ciclo, irá reflectir-se na aquisição dos manuais para os ciclos seguintes, já que os estudantes têm mais disciplinas.
“A Confap entende que teve razão quando alertou o Governo para que este não era o ano para mexer nas deduções à colecta em despesas de educação por parte das famílias”, refere Albino Almeida.
Os pais pretendem ainda que o Governo aumente os escalões da acção social escolar, usando o critério da inflação esperada, para que o leque das famílias apoiadas possa ser maior, acrescenta Albino Almeida.
Notícia substituída às 12h34


