• Japão: uma casa reciclada e anti-terramotos
  • É possível convencer uma cidade a andar de bicicleta?
  • Um país desigual na factura da água

Preço dos manuais escolares sobe acima da inflação prevista

29.06.2010 - 11:19 Por Bárbara Wong

  • Votar 
  •  | 
  •  1 votos 
A Confap estima que no 1.º ciclo deverá haver uma subida de 12 cêntimos para cada livro A Confap estima que no 1.º ciclo deverá haver uma subida de 12 cêntimos para cada livro (Pedro Cunha)
Os manuais escolares vão aumentar mais do que a inflação prevista de 0,5 por cento. Segundo a convenção anual feita entre os editores e livreiros e o Ministério da Economia, assinada anualmente em Maio, os livros escolares do ensino básico terão um aumento de 1,5 por cento e os do secundário 0,4 por cento, segundo o Diário de Notícias.

Neste aumento não está contemplada a subida do IVA de cinco para seis por cento. Segundo o gabinete de comunicação da Leya, grupo que tem várias editoras vocacionadas para o mercado escolar, em resposta ao PÚBLICO, “o aumento em um por cento das taxas de IVA, que irá vigorar a partir de Julho, será aplicado aos manuais escolares; essa actualização não implicará para a Leya qualquer atraso no abastecimento do mercado".

O anúncio do aumento do IVA, a entrar em vigor no próximo mês, apanhou as editoras de surpresa. Muitas terão já os livros prontos, mas na capa o preço não contempla a subida do IVA. O que significa que o preço de capa será actualizado através de uma nota de encomenda que as editoras enviarão para as livrarias.

A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) lamenta o aumento do preço dos manuais escolares, por representar mais uma penalização para as famílias, e apela ao Governo para não reduzir a dedução com as despesas de educação no IRS.

“Este aumento de preços dos manuais escolares tem de ser esclarecido com o impacto nos tempos em que vivemos. Todos os dias nos dizem que temos de cortar, que reduzir”, lembra Albino Almeida, presidente da Confap, em declarações à Lusa.

Se o aumento de 1,5 por cento pode ser pouco significativo na compra dos livros do 1.º ciclo, irá reflectir-se na aquisição dos manuais para os ciclos seguintes, já que os estudantes têm mais disciplinas.

“A Confap entende que teve razão quando alertou o Governo para que este não era o ano para mexer nas deduções à colecta em despesas de educação por parte das famílias”, refere Albino Almeida.

Os pais pretendem ainda que o Governo aumente os escalões da acção social escolar, usando o critério da inflação esperada, para que o leque das famílias apoiadas possa ser maior, acrescenta Albino Almeida.

Notícia substituída às 12h34

Estatísticas

  • 27 leitores
  • 9 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1444347

Comentário + votado

Bom negócio

Sou professor e não necessito que os meus alunos tenham 2/3 manuais. Se lhes pudesse tirar ...

Pedrocas_a ser gamado pelo estado

03.07.2010 00:47

X

Mais em Educação (4 de 6 artigos)

Mariano Gago Mariano Gago desafia os portugueses a estudarem mais