Debate parlamentar com o primeiro-minsitro

Portas e Sócrates trocam acusações sobre incidente dos "calotes" com o ministro da Agricultura

29.02.2008 - 12:25 Por Lusa

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Sócrates disse não caucionar as afirmações de Jaime Silva, mas que antes rejeita as de Paulo Portas Sócrates disse não caucionar as afirmações de Jaime Silva, mas que antes rejeita as de Paulo Portas (Carlos Lopres (arquivo))
O líder do CDS-PP desafiou hoje o primeiro-ministro a demarcar-se das afirmações do titular da Agricultura, que o acusou de ter “calotes políticos”, mas José Sócrates defendeu que quem devia um pedido de desculpas era Paulo Portas.

Esta troca de acusações dominou o frente-a-frente entre Paulo Portas e José Sócrates no debate quinzenal no Parlamento, no final de uma semana em que Portas pediu explicações ao chefe do Governo e anunciou um processo contra o ministro Jaime Silva.

“O respeito que tinha por si perdi-o ao decidir não demarcar-se das afirmações do seu ministro [da Agricultura]”, disse Portas, para quem “é preciso haver decência na política”.

Paulo Portas, ex-ministro da Defesa, acusou o ministro da Agricultura de fazer “insinuações pessoais”, de “se substituir ao poder judicial” e de ter contado com o silêncio do primeiro-ministro.

“O senhor calou-se”, acusou o deputado e líder do CDS-PP, depois de lembrar que o ex-ministro Nobre Guedes foi ilibado no caso Portucale, Telmo Correia foi apenas testemunha e a ele próprio as autoridades não fizeram sequer uma pergunta.

Da política do calote aos calotes políticos

O ministro Jaime Silva acusou o líder do CDS-PP de ter “calotes políticos, que são dívidas de explicações que ele não dá aos portugueses”, referindo os casos Portucale, a venda do Casino de Lisboa e as fotocópias que Paulo Portas tirou no Ministério da Defesa antes de deixar o Governo em 2005.

Estas afirmações de Jaime Silva foram proferidas em resposta a Paulo Portas que, domingo, numa visita a Beja, tinha acusado o ministério da Agricultura de “praticar uma política de calote” em relação aos agricultores por pagamentos devidos que ainda não foram feitos, segundo o líder do CDS-PP.

Depois de Portas desafiar Sócrates a dizer se cauciona o comportamento de Jaime Silva, o chefe do Governo respondeu: “Não, não cauciono. A começar pelas suas”.

Paulo Portas acusou José Sócrates de “não ter grandeza” ao não demarcar-se do seu ministro da Agricultura, de usar “o medo como instrumento político”. E afirmou: “Eu lhe garanto: eu não tenho medo de si.”

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PUXA

AI....ai....que rico par de collants!!!!!!!!

Anónimo

29.02.2008 20:31