Politécnicos pouco mobilizados para protestos depois de negociações "satisfatórias"

03.06.2009 - 17:47 Por Lusa
O vice-presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, Rui Teixeira, afirmou hoje que os resultados obtidos na negociação da revisão da carreira docente foram "altamente satisfatórios", pelo que este órgão "não está mobilizado para qualquer protesto".
Professores dos institutos superiores de engenharia de Lisboa, Coimbra e Porto juntaram-se hoje num protesto, frente à Assembleia da República, contra a proposta governamental do novo estatuto para a carreira docente do ensino superior.
Mas o CCISP, embora admita que nem todas as expectativas terão sido concretizadas, considera que houve uma evolução "extraordinariamente positiva" entre a proposta inicial e a actual. "Sentimo-nos escutados. Partimos da discórdia para chegar a uma grande razoabilidade", salientou o vice-presidente.
O prazo concedido para a transição, o combate à precariedade e o programa de apoio à formação avançada (PROTEC) foram os principais avanços, referiu. Os professores do ensino politécnico vão dispor de seis anos para completar a sua formação, mantendo a possibilidade de renovar os seus contratos, e pelo menos 60 por cento ficarão vinculados às instituições.
O vice-presidente do CCISP acredita que, "em dois ou três anos, a grande maioria dos professores do politécnico estarão doutorados", estando muitos deles já em fase avançada deste processo. Rui Teixeira defende que o acesso à carreira deve ser feito apenas com o grau de doutoramento e através de concursos, "para afastar uma imagem de facilitismo que não serve o politécnico". "Queremos uma carreira comparável à das outras do ensino superior", reforçou este responsável.

