A Plataforma Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Básico e Secundário (PNAEEBS) demarcou-se hoje das manifestações que ocorreram em todo o país, considerando que a tutela tem-se mostrado receptiva às preocupações estudantis.
A PNAEEBS, que representa mais de 50 associações de estudantes de todo o país, relembra que foi constituída por não se rever nas plataformas de estudantes existentes, por estas "não defenderem os reais interesses dos alunos" nem estabelecerem "qualquer canal de diálogo" entre as associações e o Ministério da Educação.
Em comunicado, a PNAEEBS sublinha ter tido uma reunião no passado dia 21 de janeiro com o Ministério da Educação, durante a qual defendeu os interesses dos alunos e "fez vingar as suas propostas junto das entidades decisoras".
Nessa reunião com o secretário de Estado Alexandre Ventura, que classificaram de "muito produtiva", os representantes da Plataforma foram informados de que "iria ser apresentada, muito brevemente, uma portaria para regulamentação da Lei da Educação Sexual".
A PNAEEBS acrescenta ainda que na mesma reunião foi transmitida a disponibilidade da tutela para corrigir o estatuto do aluno, com a colaboração da Plataforma de estudantes, tendo em vista alcançar um modelo que seja "mais justo para todos".
A revogação do estatuto do aluno e a implementação da educação sexual nas escolas são duas das principais reivindicações que levaram hoje à rua, em todo o país, centenas de estudantes pertencentes à Delegação Nacional das Associações de Estudantes do Ensino Secundário e Básico (DNAEESB).


