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Para dissipar suspeitas em torno da actividade da empresa

Parque Escolar quer ser auditada pelo Tribunal de Contas

30.03.2010 - 13:41 Por Lusa

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A emnpresa quer que sejam examinados “os exactos termos” da sua actuação em matéria de contratação pública A emnpresa quer que sejam examinados “os exactos termos” da sua actuação em matéria de contratação pública (Mafalda Melo)
A Parque Escolar, responsável pelo programa de modernização das escolas do ensino secundário, solicitou uma auditoria do Tribunal de Contas, considerando que as suspeitas em torno da actividade da empresa pública assumem contornos “eminentemente políticos” e nada têm a ver com opções de gestão.

A empresa anunciou hoje ter solicitado ao Governo que desencadeie as acções necessárias à “competente auditoria, na dimensão total dos poderes do Tribunal de Contas”, para que possam demonstrar-se “os exactos termos” da sua actuação em matéria de contratação pública e em tudo o que diz respeito à gestão.

Após os esclarecimentos já prestados no Parlamento e de o presidente da Parque Escolar, Sintra Nunes, se ter disponibilizado para se deslocar trimestralmente à Comissão de Educação, bem como a enviar aos deputados os extractos das actas referentes à contratação de projectistas de arquitectura, o conselho de administração considera que os novos pedidos de esclarecimento entretanto solicitados pela Assembleia da República e o teor de notícias entretanto surgidas levam a concluir que o assunto está “definitivamente afastado da avaliação das opções de gestão tomadas pelo conselho de administração e assume contornos eminentemente políticos”.

Os responsáveis da Parque Escolar dizem ainda acreditar que a intervenção da Provedoria de Justiça, solicitada por um grupo de arquitectos, contribuirá para o “esclarecimento público” da situação.

Repudiando “alegadas ilegalidades ou favorecimentos de qualquer natureza”, a administração reafirma, em comunicado, o propósito de “demonstrar toda a seriedade do seu comportamento, quer pessoal quer profissional”.

“O exercício da actividade da Parque Escolar tem também sido objecto de acompanhamento e controlo financeiro por parte da Inspecção-Geral de Finanças”, acrescenta. A empresa alega que “alguma imprensa e forças políticas” têm posto em causa a honorabilidade dos elementos da administração, exigindo o cabal esclarecimento de todas as acusações pelos competentes órgãos do Estado.

A Provedoria de Justiça anunciou oficialmente na segunda feira a abertura de um processo destinado a apurar se o regime excepcional dos ajustes directos da Parque Escolar garante “os princípios da equidade e da não discriminação e as regras de boa governação”.

Apesar de já ter garantido que a Parque Escolar cumpre a lei, a ministra da Educação, Isabel Alçada, deverá voltar a ser confrontada hoje com este assunto no Parlamento.

A Parque Escolar, empresa pública exclusivamente detida pelo Estado, desenvolve desde 2007 o programa de modernização das escolas do ensino secundário. Até ao momento, concluiu obras em 19 estabelecimentos, tem em fase de intervenção 86 escolas, e até ao final do ano prevê iniciar trabalhos em mais 100 escolas, actualmente em fase de projecto.

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Grande Sintra Nunes...

É assim mesmo... os politiqueiros do costume criam factos políticos independentemente de sua ...

Jorge L. Santos

30.03.2010 21:17

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