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Perante a insistência dos jornalistas

“Parem com isto, deixem os alunos em paz", apela Associação de Estudantes da escola Carolina Michaëlis

31.03.2008 - 11:25 Por Lusa

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"Parem com isto, deixem os alunos em paz, deixem-nos começar as aulas com tranquilidade", pediu hoje um dirigente da Associação de Estudantes da Escola Carolina Michaëlis, no Porto, num apelo à Comunicação Social.
A professora poderá não voltar até ao final do ano lectivo A professora poderá não voltar até ao final do ano lectivo (Luís Ramos (arquivo))

Perante a insistência dos jornalistas, Tiago Andrade, 15 anos, presidente da Assembleia-Geral da Associação de Estudantes daquela escola, esforçou-se por explicar que "nem todos os alunos se comportam como a aluna do 9ºC".

"A maioria dos alunos são responsáveis, interessam-se, cumprem as regras e são bons alunos. A escola é boa, tinha boa imagem e é preciso que continue a ter", afirmou Tiago Andrade. O aluno frisou que ocorreram "casos mais graves nesta e noutras escolas que passaram sem que ninguém tivesse tomado medidas".

Tiago Andrade insistiu na necessidade de deixar a escola retomar a normalidade, porque "tudo o que tinha de ser feito já o foi pelos órgãos competentes". "As autoridades já agiram, deixem-nos começar as aulas com tranquilidade", sustentou, escusando-se a comentar as medidas aplicadas aos dois alunos que foram os protagonistas do incidente com uma professora de Francês, por causa de um telemóvel.

Pais dos alunos também consideram que “já se falou demais”

Também os pais dos alunos, que hoje de manhã passaram pela escola para deixar os seus filhos, consideraram que "já se falou demais" sobre o assunto. Contudo, os encarregados de educação defendem que os professores devem, neste regresso às aulas, abordar o assunto com os alunos para que a situação fique clara e para que as estas possam prosseguir sem mais polémicas.

Questionado sobre a decisão da direcção da escola de proibir o uso de telemóveis nas salas de aulas, Armando Azevedo, um encarregado de educação, disse concordar e considerou que, nesta matéria, "a tolerância zero deveria ser extensível a todas as escolas".

Para um aluno do 10º ano, que preferiu o anonimato, os seus colegas da turma do 9º C "agiram com imaturidade". "Nenhuma 'stora' merecia ser tão maltratada, parecia que os alunos estavam a gostar do que lhe estavam a fazer", disse.

O aluno considerou que a transferência dos dois estudantes - a aluna que se envolveu com a professora pela posse do telemóvel e o colega que filmou a cena - foi "um bocado severa". No entanto, reconheceu que "não havia condições para permanecerem na escola". Sobre a actuação da docente, este aluno sustentou que "deveria ter agido com mais serenidade".

Segundo a directora Regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, a professora de francês só regressará à escola e às aulas, quando se sentir preparada para encarar a situação. "Importa criar condições de dignidade e de tranquilidade para o regresso da professora. Os alunos não serão prejudicados porque terão todas as aulas até ao fim do ano", acrescentou.

A professora, que Margarida Moreira já disse que não irá à escola esta semana, poderá não regressar até final do ano lectivo e ser substituída por uma colega para que os alunos não sejam prejudicados.

Entretanto prossegue o inquérito da escola sobre eventuais responsabilidades.

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