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Pais do quinto ano da EB 2,3 de Avis protestam contra "faltas" de professora

01.07.2009 - 20:14 Por Lusa

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Pais recusaram levantar avaliações dos filhos Pais recusaram levantar avaliações dos filhos (Enric Vivies-Rubio (arquivo))
Encarregados de educação dos alunos do quinto ano de uma escola básica de Avis (Portalegre) recusaram hoje levantar as avaliações dos filhos, em protesto contra o alegado "número elevado de faltas" de uma docente, durante o ano lectivo.

A presidente da Associação de Pais de Avis, Maria Antónia Oliveira, ela própria professora, explicou que o protesto na Escola Básica 2,3 Mestre de Avis, esta tarde, traduziu-se no "boicote às matrículas" dos alunos. "Os pais estão muito revoltados e não sei qual vai ser agora a sua posição. Alguns até poderão não matricular as crianças nesta escola, mas a ideia não é retirar os nossos filhos daqui. Queremos é resolver esta situação, porque os pais já foram demasiado pacientes", disse.

O protesto dos pais e encarregados de educação foi decidido ontem à noite, em reunião, devido ao "número de faltas anormalmente elevado" de uma docente, que lecciona Matemática e Ciências aos cerca de 50 alunos das duas turmas de quinto ano do estabelecimento de ensino.

João Rato, também da Associação de Pais, explicou que, durante a tarde, "muitos pais passaram pela escola, mas não assinaram as avaliações". "As matrículas são automáticas, mas só depois de os pais levantarem as notas. Os pais limitaram-se a levantar os trabalhos dos filhos e a subscrever o abaixo-assinado de protesto que, mais tarde, será enviado para a Inspecção-Geral da Educação (IGE)", disse.

De acordo com Maria Antónia Oliveira, este abaixo-assinado já foi subscrito por "39 pais e encarregados de educação, a maior parte deles com filhos nas turmas de quinto ano". A presidente da Associação de Pais explicou que os problemas com esta docente "não são novos e arrastam-se há, pelo menos, quatro anos", sem que o órgão de gestão da escola "resolva a situação". "Esta professora dá muitas faltas, mas, desde o ano passado, isso ainda é mais frequente. Quando se fala tanto de planos para a matemática e as áreas de ciências, não faz sentido que os alunos tenham que passar por isto, porque ficam com graves lacunas", criticou.

Os pais e encarregados de educação, que realçam que "este problema afectou turmas de anos anteriores e vai afectar os alunos que vão chegar ao quinto ano, caso não seja solucionado", dizem ter protestado junto da escola no início do ano lectivo e enviado uma queixa à IGE. "Só que a IGE remeteu o processo para a Direcção Regional de Educação do Alentejo (DREA) e, há seis meses, que esperamos uma resolução", revelou João Rato, admitindo que as faltas da docente "possam ser justificadas e dentro da lei", mas considerando "insustentável" que "os alunos sejam prejudicados".

A Lusa contactou o órgão de gestão da Escola Básica 2,3 Mestre de Avis, que remeteu para mais tarde uma eventual tomada de posição, enquanto que, por telefone, não foi possível contactar o director regional de Educação do Alentejo.

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Para que Tróia solte o seu cavalo

Possivelmente os Pais e Encarregados de Educação desta simpática vila, que eu conheço, não tiveram ...

Anónimo

04.07.2009 17:09