Espinho

Pais aplaudem suspensão de docente que falava de sexo em "termos inapropriados"

19.05.2009 - 07:30 Por Lusa, Romana Borja-Santos

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A DREN confirmou, através de um seu porta-voz, que está ao corrente dos factos A DREN confirmou, através de um seu porta-voz, que está ao corrente dos factos (Nelson Garrido (arquivo))
A Associação de Pais da Escola Básica 2,3 Sá Couto, de Espinho, saudou ontem o Conselho Executivo do estabelecimento de ensino por suspender uma professor acusada de falar de sexo nas aulas "em termos inapropriados". A situação foi hoje confirmada ao PÚBLICO pelo Ministério da Educação, que não quis, contudo, tecer qualquer comentário a propósito do incidente.

A tutela alega que o caso está nas mãos da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) e que “o processo disciplinar seguirá dentro do parâmetros normais” apesar da aproximação do fim do ano lectivo. O presidente da Associação de Pais, José Carvalhinho, elogiou igualmente a DREN por ratificar as decisões, particularmente a suspensão imediata da professora, "evitando de imediato que prossiga os seus comportamentos". "Foi a medida adequada", considerou.

A professora manteve conversas com alunas sobre questões sexuais, fazendo-o "em termos inapropriados para um docente" e que "devem ser repudiados", referiu o dirigente da Associação. Uma dessas aulas foi gravada em áudio por uma aluna.

A presidente do Conselho Executivo da escola, Noémia Brogueira, disse ontem que avançou para a suspensão e para o processo disciplinar na sequência das queixas que recebeu "recentemente" de duas encarregadas de educação de alunas da turma. Noémia Brogueira explicou que já foi designado um inspector para o processo disciplinar e disse esperar que o caso seja "rapidamente" esclarecido.

A DREN confirmou, através de um seu porta-voz, que está ao corrente dos factos, confirmou a suspensão da professora mas não adiantou esclarecimentos adicionais em tempo útil. Depois de se inteirar do que se tinha passado, o presidente da Associação de Pais sublinhou que continua a manter "toda a confiança" no restante corpo docente da escola. "Uma árvore não faz a floresta", frisou.

Excertos da polémica conversa

Na conversa reproduzida pela SIC ouve-se a professora a dizer: “Já agora podem contar quando é que perderam a virgindade, também, que é para os vossos pais depois ficarem a saber de tudo”. Mais tarde a professora pergunta a uma aluna: “Sabes quando é que a minha mãe rebentou o hímen? Quando eu nasci”.

A docente de história entra, ainda, em conversa directa com uma das alunas, dizendo que a tem uma mãe “mal educada e sem nível nenhum”. Depois de perguntar à aluna quantos anos de estudos tem a mãe e de esta responder que tem o 12º ano, a professora acrescenta: “A sua mãe para ter tantos estudos como eu tinha de estudar mais dez anos. Por isso, quando se dirigirem a mim senhoras como aquela, como a mãe daquela menina, tratam-se por senhora doutora”. “Porque a mãe dela andou 12 anos na escola e eu andei 12 anos na escola, quatro na faculdade, dois no estágio, dois na pós-graduação e um numa especialização”, ouve-se ainda.

A conversa volta ao tema da sexualidade desta vez para a professora contar que “não fazia figuras de linguados e coisas do género” como alguns dos seus alunos e que o primeiro que deu assim estava no 12º ano. “Os rapazes sonham com experiências sexuais desde cedo. Mesmo que seja, já vos expliquei, quando vocês se levantam com as cuecas ou as calças molhadas, já aconteceu a toda a gente e não estou a dizer nada de errado. Se os vossos pais ainda não vos disseram é porque não vos sabem educar”, acrescenta.

Por fim, a conversa toma o tom de ameaça quando a professora recorda os alunos de que é ela que corrige e faz os testes e interpela directamente uma menina: “Tu nem sabes no que te meteste. É comigo que vais ter de te ver (...) Olha o teu último namorado... são todos ‘amiguíssimos’ do meu filho. Tu agora tens a ficha feita”.

Notícia actualizada às 10h44

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Sou mãe de uma aluna da escola em questão, e para que todos fiquem a saber, estão a decorrer 5 ou 6 ...

Anónimo

16.06.2009 17:04

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