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Oposição acusa Governo de encerrar escolas de forma “unilateral”

02.06.2010 - 17:16 Por Sofia Rodrigues

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 Ministério da Educação estima que já no próximo ano letivo estejam encerradas cerca de 500 escolas do 1.º ciclo Ministério da Educação estima que já no próximo ano letivo estejam encerradas cerca de 500 escolas do 1.º ciclo (Ana Maria Coleho (arquivo))
Foi uma oposição em coro que hoje lançou fortes críticas ao anunciado encerramento de escolas do ensino básico, sobretudo, à forma como vai ser feito: de forma cega e sem o envolvimento das comunidades locais. A bancada do PS e o Governo argumentam que a medida permitirá repor a desigualdade entre crianças em escolas sem condições e estabelecimentos com mais recursos.

Na abertura do debate parlamentar de actualidade, pedido pelo Partido Ecologista Os Verdes (PEV), a deputada Heloísa Apolónia classificou o encerramento das escolas como “inaceitável”. “Alguém nesta câmara iria viver para um concelho em que as crianças levam mais de uma hora no caminho, percorrem quase todo o concelho para chegar às oito horas da manhã e esperarem à porta da escola?”, questionou a deputada do PEV.

O deputado do CDS-PP, José Manuel Rodrigues, sublinhou que foi uma decisão “por decreto”, sem consultar os municípios, pais e professores: “A fúria do encerramento das escolas está orientada por critérios financeiros de curto prazo, não levando em conta o ordenamento do território nem as implicações que isto pode ter nas crianças”.

O carácter “unilateral” da medida também foi sublinhado por Pedro Duarte, do PSD: “Não é aceitável que se encerre escolas sem que estejam envolvidas as comunidades locais e quando não representam a melhoria de condições para os alunos”.

Miguel Tiago, do PCP, considera que a medida é tomada “à revelia da Lei de Bases do Sistema Educativo”. “Poupa-se dinheiro, desertifica-se o interior, que não interessa, não é, senhor ministro?”, ironizou o deputado comunista.

Pelo PS, o deputado Bravo Nico argumentou que a probabilidade de insucesso escolar é maior em escolas sem bibliotecas, sem centros de recursos, sem refeitórios adequados. “Há crianças nas mesmas escolas dos pais, ainda a escrever nas ardósias dos seus pais e com as suas réguas”, referiu. Na mesma linha, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, sustentou que a medida “contribui para a qualidade pedagógica das escolas” e que apenas abrange “três ou quatro por cento dos alunos do ensino básico”.

Para a deputada do BE, Ana Drago, até o timming do anúncio tem uma “ironia”: “Foi no dia da Criança que o ministério da Educação resolve dizer a dez mil crianças que as suas escolas não têm viabilidade educativa”.

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Não percebo

As direcções regionais de educação têm muitos professores, não ...

Rantaplan

03.06.2010 13:58

X

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