Os professores voltam a concentrar-se amanhã, a partir das 15h, frente às instalações do Ministério da Educação e Ciência, na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, para “não deixar esquecer a precariedade” que dizem estar votados. Amanhã assinala-se o Dia Mundial do Professores.
“Sem os professores não há escola, não há educação, não há desenvolvimento”, sustenta, em comunicado, a Comissão de Professores e Educadores Contratados e Desempregados do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, que convocou a concentração.
Segundo esta estrutura, a precariedade aumentou este ano não só por causa da “redução enorme de professores contratados” que conseguiram lugar nas escolas, mas também porque, nas bo0lsas recrutamento, horários anuais foram “camuflados de temporários, precarizando-se assim os contratos e trabalho.
Esta situação, que ocorreu a partir de 15 de Setembro, tem sido denunciada por muitos directores de escolas e professores, que afirmam ter sido ultrapassados por outros com menos tempo de serviço.
Na semana passada cerca de 20 professores desempregados concentraram-se por mais de 24 horas no palácio das Laranjeiras, onde o ministro Nuno Crato tem gabinete. Um dos organizadores, Miguel Reis, disse à Lusa que o grupo vai participar também no protesto de amanhã. “Na segunda-feira saiu a (nova) bolsa de recrutamento, com muito poucas colocações em todos os grupos disciplinares, a situação é muito grave”, alertou.
Num balanço feito pelo blogue de professores DeAr Lindo, a partir das listas da Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação, conclui-se que, neste ano lectivo, estarão em funções nas escolas cerca de 107300 docentes. Um número que “representa 88,5% da totalidade de totalidade de professores que são necessários ao sistema de forma permanente” ou seja, acrescenta-se, “seria possível abrir entre 7888 e 10310 lugares para ingresso na carreira nos diversos grupos de recrutamento”.


