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Acordo Ortográfico

Nova ortografia já devia estar a ser ensinada nas escolas

02.10.2008 - 13:16 Por Lusa

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Para o linguista português as novas regras de escrita já deviam estar a ser ensinadas nas escolas Para o linguista português as novas regras de escrita já deviam estar a ser ensinadas nas escolas (Enric vives-Rubio/PÚBLICO (arquivo))
O linguista português Malaca Casteleiro criticou hoje o Ministério da Educação pela ausência de um calendário para a entrada em vigor do novo acordo ortográfico no ensino de Português. "É lamentável que, da parte do Ministério da Educação, ainda nada tenha sido dito quanto à aplicação do novo acordo", considerou Malaca Casteleiro, à margem da cerimónia de abertura do 7º Colóquio da Lusofonia, que decorre em Bragança até domingo.

O professor da Academia de Ciências de Lisboa é o patrono deste evento destinado a discutir as questões da Língua Portuguesa e da Lusofonia. O acordo ortográfico tem sido um tema presente, com o linguista português a considerar que 2008 "tem sido particularmente importante para a promoção da Língua Portuguesa".

"Vejo este movimento muito positivo porque, pela primeira vez, ao fim de uma batalha de quase 20 anos, verificamos que os poderes públicos em Portugal e no Brasil finalmente consideraram que a Língua Portuguesa é muito importante", considerou.

Para Malaca Casteleiro, o Português foi colocado finalmente "no centro da política externa dos respectivos países e também da própria CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) ". Lembrou, nomeadamente, a posição recente do Presidente português, Aníbal Cavaco Silva, na defesa da integração da Língua Portuguesa, falada por 230 milhões de pessoas, como idioma oficial de trabalho nas Nações Unidas.

O especialista só não entende a posição do Ministério da Educação luso relativamente ao Acordo Ortográfico. "Não faz sentido que as crianças que entraram este ano na antiga primeira classe não aprendam já a nova ortografia", considerou. "Porque é que eles hão-de estar a aprender que ‘óptimo’ se escreve com um ‘p’ para depois virem a suprimir o ‘p’ daqui a dois ou três anos?", questionou.

Para Malaca Casteleiro, "é necessário estabelecer um calendário de entrada em vigor do acordo ortográfico", admitindo, porém, que o prazo de seis anos estabelecido por Portugal "é justo para os editores se adaptarem". Contudo, entende que, em matéria de edições, a nova ortografia vem interferir apenas com os manuais escolares, obrigando à sua imediata adaptação. Já as obras literárias, "podem ir-se esgotando na ortografia actual para, depois, em novas edições, adaptarem-se à nova ortografia"

Relativamente aos dicionários, Malaca Casteleiro defendeu que os que agora vierem a ser publicados "devem adaptar-se ao novo acordo ortográfico".

Isso mesmo, segundo disse, ocorrerá já com a segunda edição do dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, trabalho que está avançado mas parado por falta de financiamento. "Mas irá, com certeza, ser retomado e concluído de acordo com a nova ortografia", referiu.

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Educação

Acho uma vergonha o acordo ortográfico. Mais do que uma vez dei por mim a reler frases em ...

Joana

17.09.2010 18:37

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