A Católica Lisbon School of Business and Economics e a Nova School of Business and Economics já estão entre as 40 melhores escolas de Gestão da Europa, numa lista elaborada pelo Financial Times (FT) e que é hoje divulgada. A Católica é a 33.ª melhor faculdade para estudar Gestão na Europa, subindo 29 posições face ao ranking de 2010. A Faculdade de Economia da Nova escala 34 posições, ocupando directamente o 39.º lugar.
Este é o "ranking dos rankings", o mais esperado e desejado pelas escolas e distingue anualmente 75 instituições de ensino europeias, com base nos resultados obtidos em quatro outras avaliações aos programas de formação, que o jornal económico britânico vai divulgando ao longo do ano. Em primeiro lugar desde 2009 está a HEC (École des Hautes Études Commerciales) de Paris. Segue-se o Insead e a London Business School.
A Universidade Católica e a Universidade Nova conseguiram ultrapassar escolas de prestígio como a Universidade de Cambridge ou a Escola de Gestão de Copenhaga, muito graças à pontuação obtida pelo The Lisbon MBA em part-time, que resulta de uma joint-venture entre as duas instituições portuguesas.
"É a maior prova de que esta parceria foi uma boa aposta", diz Fátima Barros, directora da Católica Lisbon School of Business and Economics (ex-Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa). Numa altura em que as notícias são "muito negativas", estes resultados mostram "a qualidade e o potencial para o futuro que existe em Portugal", sublinha. "Estamos a demonstrar a qualidade das nossas escolas, que passam a figurar na segunda divisão, à frente de Cambridge", destaca.
Depois de descidas consecutivas neste ranking do FT em 2009 e 2010, a Católica espera agora concretizar o objectivo de estar entre as 20 melhores da Europa num prazo de dez anos. "Estar entre as 12 melhores é difícil", admite Fátima Barros, nomeadamente porque o nível salarial dos alunos portugueses depois da formação - aspecto que conta para a pontuação final - está muito abaixo das líderes. Enquanto na HEC de Paris os alunos ganham 307.808 dólares (cerca de 229.742 euros) três anos após um MBA executivo, na Católica e na Nova o valor desce para os 115.764 dólares.
Para José Ferreira Machado, director da Nova School of Business and Economics (como agora se designa a Faculdade de Economia da universidade pública) o resultado obtido é "importante para Lisboa e para o país". "Com tanta coisa de mal a acontecer, com as dificuldades que as universidades têm, fico espantado por termos duas escolas no topo. Não há muitas actividades no país onde isto possa acontecer", destaca, dando os parabéns à Católica "pelo extraordinário resultado".
Ferreira Machado diz ainda que a Nova foi a que mais subiu neste ranking e figurar em 39.º lugar é a prova de que o ensino superior tem potencial para se estabelecer como sector exportador, recebendo alunos estrangeiros e apostando em programas de formação fora de portas. "Já exportamos mais do que algumas empresas, conseguimos atingir os oito milhões de euros", afirma.
O ranking do FT aumenta a capacidade de atracção de alunos estrangeiros, realidade que as duas faculdades querem impulsionar cada vez mais. De acordo com Fátima Barros, 30% dos estudantes que se inscreveram nos mestrados da Católica em Setembro representavam 20 nacionalidades diferentes. Na Nova, o peso de estrangeiros também já atinge um terço dos estudantes dos mestrados.
"Nas negociações internas de orçamentos, estamos sujeitos a estes cortes, cativações e malfeitorias diversas e, às vezes, fico espantado como conseguimos ter engenho e energia para conseguir estes resultados", desabafa Ferreira Machado.


