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Nenhum aluno conseguiu saltar do oitavo para o 10º ano

16.07.2010 - 20:29 Por Clara Viana

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Os alunos que chumbaram no 8.º ano terão agora que permanecer na escola até aos 18 anos Os alunos que chumbaram no 8.º ano terão agora que permanecer na escola até aos 18 anos (Paulo Ricca)
Nenhum dos 149 alunos do 8º ano que se autopropuseram aos exames nacionais “concluiu o ensino básico por esta via”, informou hoje o Ministério da Educação.

Este ano, a título excepcional, os estudantes com 15 anos ou mais que chumbaram de novo no 8.º foram autorizados pelo Ministério a propor-se aos exames de Língua Portuguesa e de Matemática do 9.º, para tentarem concluir o 3.º ciclo e escapar assim ao novo limite da escolaridade obrigatória que já os abrangerá no próximo ano lectivo.

Para poderem concluir o 3º ciclo, e ficarem assim isentos da obrigação da permanecerem na escola até aos 18 anos, estes alunos teriam também que fazer exames de frequência a todas outras nove disciplinas curriculares do 9.º ano. Estas provas são realizadas a nível de escola. Segundo o Ministério da Educação, alguns obtiveram notas positivas nos exames de Língua Portuguesa e Matemática, mas apesar disso nenhum acabou por conseguir concluir o 9.ºano.

Estes alunos fizeram os exames na 2.ª chamada, que no 9.º ano tem um carácter excepcional. Podem também recorrer a esta leva os estudantes que, por razões de saúde, tenham faltado à primeira chamada. O número de provas correspondeu a 0,5 por cento dos quase 90 mil inscritos para os exames nacionais do 9.º ano.

Da primeira para a segunda chamada a média dos exames desceu de 56 para 46 por cento a Língua Portuguesa e de 50 para 28 por cento a Matemática.

No ensino secundário realizou-se hoje a prova da segunda fase de Biologia e Geologia, uma das quatro disciplinas mais concorridas. Compareceram no exame 74,2 por cento dos 34210 inscritos. Na primeira fase realizaram a prova 38949 alunos. A média total de exame foi de 9,6. Esta classificação está muito abaixo dos 14 de média com que os alunos internos foram a exame. O Ministério teme explicado estas diferenças com as classificações obtidas na prova pelos alunos que se autopropõem a exames. Estes estudantes já não estão a frequentar as aulas e, em muitos casos, foram chumbados pelos seus professores. Mas no exame de Biologia e geologia a sua média foi de 9,1, enquanto a dos alunos internos foi de 9,6.

Com a excepção de 2008, a média nesta disciplina tem-se mantido abaixo de 10 desde há quatro anos. Uma razão possível para estes maus resultados, segundo João Oliveira, da Associação Portuguesa de Professores de Biologia e Geologia: “Estes exames requerem da parte dos alunos um exercício crítico para o qual não estão treinados".

Só amanhã que esta associação divulgará o seu parecer sobre a prova da segunda fase.

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Portugal: uma anedota sem graça nenhuma!

Uma medida patética para um país ainda mais patético!!

Anónimo

16.07.2010 23:19