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Educação

Ministro garante que AEC vão continuar, mas admite alterar modelo

15.11.2011 - 18:22 Por Lusa

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“Não está nada previsto quanto ao fim das AEC”, garantiu o ministro “Não está nada previsto quanto ao fim das AEC”, garantiu o ministro (Rui Gonçalves/Nfactos)
O ministro da Educação, Nuno Crato, garantiu hoje à agência Lusa que as Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC) vão continuar, mas admitiu que o modelo actual possa ser alterado.

“Não está nada previsto quanto ao fim das AEC”, disse o ministro, admitindo que pode vir a ser alterado o modelo em que funcionam actualmente.

Os deputados socialistas questionaram hoje o Governo sobre o futuro das AEC no 1.º ano do Ensino Básico e quais as implicações nestas actividades decorrentes dos cortes orçamentais para 2012.

Também pais e autarquias têm manifestado preocupações, mas Nuno Crato garantiu hoje que “ninguém quer acabar” com as AEC.

“Não está nada previsto quanto ao fim das AEC”, disse o ministro.

Nuno Crato escusou-se a avançar o que poderá ser alterado, afirmando apenas: “Em devido tempo, se forem feitas alterações, serão anunciadas”.

O ministro remeteu a discussão das matérias relacionadas com a educação para o debate do Orçamento do Estado na especialidade, que o levará na quinta-feira ao Parlamento.

“O Governo está empenhado no diálogo com os outros partidos para que o orçamento possa ser melhorado”, afirmou, acrescentando que espera para ouvir as propostas dos outros partidos e ver se podem ser acolhidas.

Na quarta-feira, a equipa de Nuno Crato recebe o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), que tem manifestado preocupações com a autonomia das instituições, nomeadamente ao nível de contratações e captação de receitas alternativas às transferências do Estado.

“Percebemos que os reitores estejam empenhados em clarificar alguns aspectos”, referiu o ministro, indicando que a reunião servirá para discutir com os reitores as nossas propostas da tutela e ouvir os responsáveis das universidades.

O ministro falava no final da cerimónia de entrega de cinco prémios, no valor total de 125 mil euros, a escolas que se distinguiram pelos progressos nos resultados nos exames nacionais dos últimos três anos e concorreram com projectos a uma iniciativa promovida pela Fundação Montepio.

Do júri fizeram parte dois antecessores de Nuno Crato, Isabel Alçada e David Justino.

Nuno Crato considerou as escolas um exemplo para o país e defendeu a participação de toda a sociedade civil no reconhecimento do mérito e na promoção da qualidade educativa.

“O Ministério da Educação e Ciência não quer, não pode e não deve fazer tudo sozinho”, declarou durante um discurso em que sublinhou não querer “controlar tudo”.

O júri recebeu este ano 28 candidaturas, tendo distinguido a Escola 2,3 do Caramulo, a Escola Básica e Secundária de Oliveira de Frades, a Escola Básica Integrada com Jardim de Infância da Torreira, a Escola Básica com 3.º Ciclo Dr. Mário Sacramento e a Escola Básica 2,3 Professor João Meira.

No final da cerimónia, em Lisboa, questionado sobre as críticas dos produtores de leite portugueses relativamente à compra de leite estrangeiro pelas escolas, o ministro disse que como português tem a preocupação de “defender os produtos nacionais”, referindo não ter conhecimento de qualquer prática em contrário nas escolas.

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