Ministra da Educação diz que país tem um défice de qualificação, reconhecimento e certificação

03.06.2009 - 22:28 Por Lusa
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considerou hoje existir um défice de qualificação, reconhecimento e certificação de adultos em Portugal.
"Há um défice de qualificação, de formação mas também de reconhecimento das competências que as pessoas têm e um défice de certificação de toda a formação que fizeram ao longo das suas vidas e que não contava para a certificação escolar", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues.
A governante discursava na cerimónia de entrega de certificados de conclusão do 9º e 12º anos de escolaridades pelo Centro Novas Oportunidades "Barafunda", Associação Juvenil de Cultura e Solidariedade Social, com sede na Benedita, concelho de Alcobaça.
A ministra da Educação disse que "o défice de qualificação é um drama antigo, crónico" mas também "histórico". "Todos sabemos que parte do nosso défice de qualificação é um défice histórico", declarou, admitindo que o país "tem ainda uma escolaridade que não é hoje considerada adequada para os tempos que vive".
A ministra lembrou a este propósito "a existência de metade das pessoas que trabalham - 2,5 milhões de adultos - que têm menos do 12º ano". "São milhões de adultos a necessitarem de uma oportunidade de actualizarem a sua qualificação", observou, acrescentando que estes são "adultos activos que estão envolvidos no desenvolvimento económico e tecnológico do País".
"Metade dos activos do nosso País não foram à escola mas, ao longo da sua vida, actualizaram-se, aprenderam, evoluíram e com eles evoluíram as suas empresas, o país", destacou. Para Maria de Lurdes Rodrigues, com as Novas Oportunidades criou-se um "movimento gerador do conhecimento, de qualificações, de aprendizagens", defendendo que este programa "constitui uma oportunidade que o País não pode perder".
Para tal, não se pode "falhar" as expectativas que os adultos - e o próprio País - têm, considerou, acrescentando que se precisa, "sobretudo, de dar garantias de confiança de que estes processos são, de facto, de qualidade".

