• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:
  • Envie-nos uma pergunta sobre um problema da sua rua, bairro ou cidade
  • A cidade que morre quando o sol se põe
  • Google transforma Gmail para competir com Facebook e Twitter

Declarações de Lurdes Rodrigues sobre exames nacionais

Ministra critica “quem acorda de manhã e diz que o exame foi fácil demais”

24.06.2008 - 20:19 Por Isabel Leiria

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
A ministra da Educação garantiu que não tem qualquer intervenção no processo de elaboração dos exames e rejeitou veementemente as críticas de associações de professores e sociedades científicas, e hoje repetidas pelos deputados da oposição presentes da comissão parlamentar, sobre a excessiva facilidade de muitas perguntas nos testes nacionais deste ano.
Lurdes Rodrigues acusa a SPM de ter auditado os exames e de vir agora criticá-los Lurdes Rodrigues acusa a SPM de ter auditado os exames e de vir agora criticá-los (Rui Gaudêncio)

“Não conheço as pessoas que fazem os exames, não dependem de mim e só tenho conhecimento das provas no final do período em que ocorrem. É preciso respeitar e confiar no órgão que produz estes testes e no seu trabalho técnico”, respondeu, reforçando a ideia de que a única preocupação da tutela foi garantir o “rigor e exigência.”

Afirmando que não tem competência para se pronunciar sobre o nível de complexidade destas provas, porque tal requer “testes estatísticos e procedimentos técnicos” e aguardar pelos resultados, Maria de Lurdes Rodrigues criticou também quem se tem pronunciado sobre este assunto: “Não é sério, nem credível contrapor os serviços que fizeram estas provas e que elaboraram relatórios técnicos a umas pessoas que acordam de manhã e que dizem que exame foi fácil demais, criando alarmismo entre pais, professores e alunos. A avaliação sobre a complexidade que tem sido feita é pouco rigorosa”, reforçou, já à saída da comissão parlamentar.

A Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), que criticou o nível de facilidade das provas de aferição e dos exames nacionais do 9.º e do secundário, tem sido a mais contundente nas apreciações e foi o principal alvo das afirmações de Maria de Lurdes Rodrigues quando questionada sobre esta polémica. “Este ano tivemos esta surpresa de uma sociedade que auditou os exames e um mês depois se pronunciou desfavoravelmente sobre eles”, declarou.

Na sequência desta troca de argumentos, a SPM emitiu um esclarecimento, garantindo que os especialistas indicados pela sociedade apenas tinham como missão a “avaliação científica” das questões facultadas pelo Gave – correcção dos erros e ambiguidades matemáticas. E que, em virtude da confidencialidade a que esses especialistas estavam obrigados, a SPM “não teve qualquer conhecimento prévio dos exames ou dos conteúdos neles abordados”. Por isso, afirma a SPM, “o Ministério e o Gave devem assumir a sua responsabilidade pelas insuficiências e pelo grau extremamente elementar das provas que elaboraram.”

Sobre o alargamento da duração das provas, com a criação de 30 minutos de tolerância, Maria de Lurdes Rodrigues explicou que essa foi a solução encontrada para dar resposta a um problema assinalado no ano passado pelo Gave de que os exames eram “provas de maratona e não de conhecimento.” “Não queremos que o tempo seja uma razão para os maus resultados. Queremos que sejam justificados pela falta de conhecimentos”, disse.

Os argumentos não pareciam convencer os deputados, que insistiam na crítica. Referindo-se ao salto de 59 por cento de positivas para 82 por cento na prova de aferição de Matemática do 6.º ano, Pedro Duarte, do PSD, perguntou se esta evolução conferia “seriedade e credibilidade” a estes testes e declarou que o Governo está “muito preocupado com a eleições e muito pouco preocupado com o futuro das próximas gerações”.

“O objectivo não é comparar com o passado. Os exames criam condições de igualdade para uma determinada 'cohort' de alunos”, esclareceu a ministra. “Sempre que um dado estatístico não se adequa ao que é o preconceito ou o pensamento dos senhores deputados, a culpa só pode ser da ministra que tem esse poder milagroso de manipular as estatísticas. Isso é um desrespeito para com o trabalho dos professores e das escolas, para com quem faz os exames”, reforçou, perante as muitas dúvidas também manifestadas por José Paulo Carvalho, do CDS-PP, e Ana Drago, do Bloco de Esquerda, que por várias vezes criticaram o que consideram ser os “sinais de facilitismo”.

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.