Ministra considera que caso de Espinho “não é corrente, nem normal, nem regra”

19.05.2009 - 15:55 Por Lusa
A ministra da Educação afirmou hoje que o comportamento da docente suspensa numa escola de Espinho "não é corrente, nem normal, nem de regra", sublinhando também que está a ser averiguado se o estabelecimento de ensino agiu "prontamente".
"Não conheço o suficiente do caso, mas o que me parece é que é um caso extraordinário de uma professora que terá tido um comportamento que não é corrente, nem normal, nem de regra. A escola tem o dever de responder prontamente, não sei se respondeu se não. É uma questão que está em averiguação", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues.
A professora da Escola Básica 2,3 Sá Couto, em Espinho, está suspensa e enfrenta um processo disciplinar por falar com os alunos de questões sexuais e da vida privada de forma inadequada, incluindo alegadas alusões a orgias, durante uma aula gravada por uma aluna.
Sublinhando que casos de "mau funcionamento" ou "perturbação" ocorrem em todas as organizações, a ministra da Educação defendeu que, "em regra", "as escolas estão atentas" a este tipo de situações. "Hoje há também um olhar mais exigente em que nada é perdoado. A facilidade com que se dá visibilidade a pequenos e grandes casos torna tudo mais exposto. Também temos de ser capazes de olhar para esta exposição com reserva, procurando relativizar as coisas", acrescentou.
Sobre as eventuais consequências que a docente poderá sofrer, Maria de Lurdes Rodrigues lembrou que cabe à escola a responsabilidade pela abertura de um inquérito e pelo desenvolvimento do processo disciplinar. "O poder disciplinar não está no Ministério da Educação, mas sim na escola", reiterou.
Questionada sobre o que sentiu quando viu este caso divulgado pela comunicação social, Maria de Lurdes Rodrigues respondeu: "Sinto que tenho responsabilidades, deveres e que me respeita, me interpela e que tenho alguma coisa a fazer para além da rotina de trabalho prevista".


