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Ministra acusa PSD de querer ganhar votos com suspensão da avaliação docente

25.03.2011 - 11:11 Por Lusa

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Alçada voltou a defender um modelo de avaliação contestado pelos professores Alçada voltou a defender um modelo de avaliação contestado pelos professores (Foto: Enridc Vives-Rubio)
A ministra da Educação, Isabel Alçada, atribuiu hoje à “vontade de ganhar votos” a proposta do PSD para suspender o modelo de avaliação docente, considerando o projecto-lei social-democrata um desrespeito pelo trabalho em curso nas escolas.

“É com muita mágoa que eu vejo que o jogo eleitoral estraga aquilo que é o trabalho das instituições e das escolas”, disse a ministra em conferência de imprensa.

Isabel Alçada voltou a defender um modelo de avaliação contestado pelos professores, afirmando que o processo se foca no essencial e nada tem de burocrático. “A avaliação é feita no quadro de um modelo equilibrado, que se destina a melhorar a prática pedagógica”, frisou.

A ministra da Educação afirmou ser impossível suspender agora o modelo de avaliação docente e negociar outro a tempo de entrar em vigor no próximo ano lectivo.

“Isso significa que os proponentes não têm a menor noção de como é que os processos decorrem, como é que os modelos se constroem e como é que a negociação se realiza”, disse a ministra aos jornalistas no dia em que a oposição pede no Parlamento a substituição do modelo em vigor.

Isabel Alçada considerou que os partidos da oposição “não fazem a menor ideia” de como é que o processo decorre, porque o que estão a propor é “desadequado e inviável”.

Questionada pelos jornalistas no ministério, a titular da pasta da Educação respondeu: “Não é praticável, em termos de tempo e de natureza daquilo que é proposto, porque há inconsequência até nos princípios que estão enunciados”.

Para a ministra, o Parlamento e a forma como os partidos da oposição “enunciam o futuro” põem em causa “os princípios da negociação colectiva”.

Isabel Alçada frisou que até se chegar ao modelo em causa foi feito um trabalho de negociação colectiva “com todo o respeito pelas organizações sindicais” e que foi cumprida “toda a parte do ministério no que respeita ao modelo de avaliação”.

O modelo de avaliação foi “negociado em pormenor” com as organizações sindicais, disse. “Foi aprovado, nós temos actas de todas as reuniões em que as organizações sindicais concordam com aquilo que foi estabelecido e neste momento o Parlamento vem questionar os princípios da negociação colectiva”, frisou.

A ministra afirmou ser impossível ter negociações até Junho, considerando não exequível o quadro enunciado pela oposição parlamentar.

“É perfeitamente impossível. Temos um modelo que foi muito trabalhado, tem o seu tempo de maturação e é um bom modelo, que permite o trabalho até ao final do ano letivo e que seria avaliado e até questionado em alguns aspectos que podem considerar-se menos conseguidos. Mas sem o completar é absolutamente absurdo, antes de completar um processo, iniciar outro processo”, afirmou. Desta forma, acrescentou, “o país nunca irá a lado nenhum”.

A ministra defendeu que primeiro seria necessário completar o processo, para avaliar, verificar e avançar.
“Não é com uma espécie de rota sem rumo que se chega a algum lado”, criticou.

Questionada sobre a disponibilidade para voltar a sentar-se com os sindicatos, disse: “Neste momento é inviável fazer uma coisa dessas”.

Notícia actualizada às 14h47

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A pobre avaliação da ministra

O circo e a palhaçada, que continham em si tremendas justiças, graças ao bom senso – chegou ao fim. ...

Anónimo

26.03.2011 01:27

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