Ministério da Educação diz que tempo de serviço "congelado" não conta para progressão

23.12.2009 - 12:04 Por Bárbara Wong
A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) exigiu hoje que o tempo de serviço que foi congelado entre 2005 e 2007 seja contabilizado para efeitos na progressão da carreira dos professores do ensino básico e secundário, mas o Ministério da Educação mostrou-se pouco disponível. "Foi-nos dito que não pode contar porque foi congelado para toda a administração pública", informa João Dias da Silva, secretário-geral da FNE. Contudo, a federação "não vai desistir porque é da mais elementar justiça que esse tempo seja contado", assegura.
Hoje, sindicatos e tutela continuam a ronda negocial para definir o novo modelo de avaliação e a estrutura da carrreira docente. Para a FNE, o tempo de serviço desses anos deve ser contabilizado na transição para as novas carreiras profissonais, para que os professores possam chegar ao topo da carreira dentro do tempo previsto.
Na próxima segunda-feira, o ministério vai apresentar novo documento e a FNE espera que integre as preocupações que tem levantado nas reuniões semanais. "A obrigação do Ministério da Educação é compatibilizar as propostas sindicais e esperamos que haja aproximações significativas", deseja Dias da Silva.

