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Duas dezenas de escolas do país desconhecem situações semelhantes

Ministério da Educação desconhece que pais vendam Magalhães

26.03.2009 - 17:02 Por Bárbara Wong

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O ministério alerta que, em caso de situações alegadamente irregulares, sejam comunicadas às entidades competentes O ministério alerta que, em caso de situações alegadamente irregulares, sejam comunicadas às entidades competentes (Enric Vives-Rubio (arquivo))
O Ministério da Educação desconhece casos de venda do computador portátil Magalhães no chamado mercado negro. A agência Lusa avançou hoje que alguns professores alertaram para situações em que o portátil terá sido cedido ou vendido. O PÚBLICO fez uma ronda por duas dezenas de escolas do país que dizem desconhecer situações semelhantes. A única queixa que têm é de ainda não terem recebido todos os computadores pedidos.

Pelo menos uma professora no Agrupamento de Escolas Quinta de Marrocos, em Lisboa, afirmou que os problemas com o desaparecimento dos Magalhães “já eram esperados nalguns casos”. E deu como exemplo uma família com três irmãos que beneficiam de acção social escolar e que sempre que o portátil é pedido, para ser usado em sala de aula, as crianças faltam. “Nestes casos nós percebemos que os computadores já devem ter levado algum outro destino”, disse à Lusa.

Em comunicado, o ministério afirma que a notícia da Lusa sobre "famílias de alunos que beneficiam da acção social escolar, baseia-se exclusivamente em suposições não confirmadas”, acrescentando que o presidente do conselho executivo daquele agrupamento “desmentiu qualquer situação irregular”.

Das escolas que o PÚBLICO contactou – algumas fazem parte dos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária, que recebem alunos em situações de risco de exclusão social e escolar –, apenas no Agrupamento Professor Pedro D’Orey, na Damaia, Amadora, se sabe do caso de uma aluna a quem roubaram o Magalhães. A família fez queixa e a escola está à espera de uma resposta da tutela para saber se a criança poderá voltar a receber o portátil.

Noutras escolas, como a básica de 1.º ciclo de Perafita, ainda faltam computadores a alguns alunos. Na básica do Bairro dos Pescadores, em Matosinhos, o nome de pelo menos dois estudantes não aparece nas listas de inscrição fornecidas pelo ministério aos docentes e estes não podem inscrevê-los. O caso já foi enviado para a direcção-regional mas ainda não foi resolvido, lamentam os pais.

O ministério alerta que, em caso de situações alegadamente irregulares, sejam comunicadas às entidades competentes. Só assim “se poderá intervir no sentido de proteger o material de trabalho e garantir o direito das crianças à igualdade de oportunidades e a uma aprendizagem de qualidade”, afirma em comunicado. No início da semana estavam inscritos cerca de 386 mil alunos e tinham sido entregues mais de 250 mil portáteis.

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AMIGA DOS PROFESSORES

AMIGA DOS PROFESSORES:devemos respeitar a opinião de todos,mas por favor, atenção à LÍNGUA ...

aluno exemplar

28.03.2009 19:23

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