• Lingerie sexy para ela
  • Seis ilustradores respiraram e pintaram Guimarães
  • Barthoven, o primeiro bar de música clássica de Lisboa

Tutela e sindicatos reunidos para debater Estatuto da Carreira Docente

Ministério aceita mexer no estatuto mas exige fim dos protestos dos professores

19.10.2006 - 19:00 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
O ministério propõe-se extinguir os QZP e integrar os 35 mil professores naquela condição em quadros de agrupamentos O ministério propõe-se extinguir os QZP e integrar os 35 mil professores naquela condição em quadros de agrupamentos (João Relvas/Lusa (arquivo))
O Ministério da Educação propôs hoje aos sindicatos a extinção dos Quadros de Zona Pedagógica e a alteração dos critérios de avaliação de desempenho dos professores, mas condicionou a aplicação destas medidas ao fim dos protestos.

"Se as organizações sindicais persistirem em manter um clima de conflitualidade e continuarem a programar acções de luta como as das últimas semanas, não haverá possibilidade de desenvolver esse trabalho", afirmou o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, em conferência de imprensa.

Na quarta e última versão da proposta de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD), apresentada hoje aos sindicatos, a tutela prevê a alteração dos critérios propostos para a avaliação de desempenho, considerando que a apreciação dos pais só será tida em conta com a concordância do professor.

A ponderação de critérios como os resultados escolares dos alunos e as taxas de abandono na avaliação de desempenho dos docentes também será revista, nomeadamente para ter em conta o contexto sócio-educativo em que a escola está inserida.

No documento, o Ministério da Educação propõe-se ainda a extinguir os Quadros de Zona Pedagógica e a integrar os 35 mil professores naquela condição em quadros de agrupamentos de escolas, uma medida que considera contribuir para a estabilidade do corpo docente.

A situação dos professores sem horário lectivo atribuído, que permanecem nas escolas sem dar aulas e a assegurar tarefas como a gestão da biblioteca, por exemplo, é também apontada pela tutela, que pretende criar uma solução para estes casos, evitando que os docentes sejam colocados no quadro de excedentes da Administração Pública.

Neste sentido, o ministério propõe a criação de grupos de trabalho conjuntos com os sindicatos para regulamentar estas medidas, mas afirma que as mesmas só serão concretizadas num "clima de serenidade e confiança".

"Se os sindicatos mantiverem o clima de contestação e luta terão de responder perante os seus colegas por que é que não há extinção dos Quadros de Zona Pedagógica ou por que é que o destino dos professores sem horário distribuído será o mesmo que o dos outros trabalhadores da Administração Pública", ameaçou o secretário de Estado.

Estatísticas

  • 17 leitores
  • 34 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1273917

Comentário + votado

Todos têm o direito à indignação...

Todos têm o direito à indignação, como diria o nosso ex-presidente Mário Soares. Como "ainda" ...

Anónimo

20.10.2006 22:38

X

Mais em Educação (5 de 5 artigos)

A tutela afirma que "não é possível trabalhar em conjunto com greves ou ameaças de greve" Sindicatos dos professores rejeitam proposta da tutela