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Marcha da Indignação deverá ser o maior protesto de sempre da classe docente

Milhares de professores concentram-se no centro de Lisboa

08.03.2008 - 14:12 Por PÚBLICO

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Milhares de professores vindos de todo o país concentram-se já na rotunda do Marquês de Pombal, ponto de partida da Marcha da Indignação contra as políticas do Ministério da Educação.
 (Nuno Ferreira Santos (arquivo))

Cerca das 14h00, dezenas de autocarros desciam ainda a avenida Fontes Pereira de Melo, uma das artérias que conduz ao local de concentração da manifestação dos professores.

A marcha deverá arrancar cerca das 14h30, pela Avenida da Liberdade (onde o trânsito foi já cortado), em direcção ao Terreiro do Paço, mas os primeiros momentos da concentração estão a ser aproveitados para a distribuição de bandeiras e faixas com as palavras de ordem que têm marcado a contestação dos últimos meses, adianta a TSF.

Os sindicatos aproveitam também para vender, ao preço de cinco euros, t-shirts negras (a cor dominante do protesto) com a inscrição que dá o mote a esta manifestação: “Assim não se pode ser professor”. As receitas da venda servirão para comparticipar os gastos com o transporte dos docentes assumidos pelas estruturas sindicais.

A Fenprof e a FNE acreditam que o protesto desta tarde juntará cerca de 70 mil docentes, a grande maioria transportados até Lisboa nos mais de 600 autocarros fretados pelos organizadores ou disponibilizados pelas autarquias. A manifestação, que poderá ser a maior de sempre no sector da educaçao, segue-se a duas semanas em que, um pouco por todo o país, milhares de professores se manifestaram contra as políticas educativas de Maria de Lurdes Rodrigues, em particular o novo modelo de avaliação.

120 polícias acompanham manifestação

A manifestação vai ser acompanhada por 120 agentes da polícia, um dispositivo que o ministro da Administração Interna considera adequado, sublinhando que é cinco vezes inferior ao que foi posto em prática no último domingo para o jogo Sporting-Benfica.

Rui Pereira declarou-se ainda "absolutamente tranquilo" relativamente à postura que os agentes vão assumir: "As forças de segurança têm evidenciado que são afeiçoadas ao Estado de direito democrático, defendendo os direitos, liberdades e garantias".

Ontem, os sindicatos denunciaram a visita da polícia a várias escolas, com o objectivo de apurar quantos docentes pretendiam deslocar-se a Lisboa. Esta tarde, numa alusão ao que apelidam de manobra de intimidação, professores de uma escola de Ourém que visitada pela polícia empunhavam um faixa onde podeia ler-se: "Professores de Ourém não temem visitas da polícia".

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