Melhores alunos do secundário não se sentem à rasca e acreditam na "cultura do mérito"

26.03.2011 - 12:23 Por Daniela Adónis Carneiro

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A ministra da Educação esteve na entrega dos prémios A ministra da Educação esteve na entrega dos prémios (Foto: João Henriques)
São quatro alunos com percursos diferentes mas que têm algo em comum: no último ano lectivo foram dos que melhores notas tiveram no secundário e a recompensa veio ontem, quando receberam da ministra da Educação os prémios da Academia de Ciências, que os distinguem como alunos de excepção nas disciplinas de Matemática, História e Português.

Mas que peso tem ser um aluno de excepção num país em que o desemprego está em crescendo e as perspectivas de muitos destes jovens se fecham a cada dia, como aliás se viu há duas semanas no protesto da Geração à Rasca? Contrariando a desesperança da geração que se considera "à rasca", os quatro alunos premiados acreditam no reconhecimento do mérito.

"Ter recebido este prémio permite-me manter a esperança de que se formos bons e trabalharmos, o esforço ainda é reconhecido", diz Rita Teixeira, que ganhou o Prémio Alexandre Herculano em resultado de um 20 a História. "Numa altura em que é tão difícil entrar no mercado de trabalho (e eu estou em Direito, pelo que as perspectivas não são muito boas), acho que temos que tentar diferenciar-nos de alguma forma", considera a aluna, que acredita que "haverá sempre lugar para os bons profissionais". Esta é também a convicção de Luís Gil. Com nota máxima a Matemática, o estudante de Engenharia venceu o Prémio Pedro Nunes. "A situação do país é complicada, mas se uma pessoa trabalhar e mostrar o que vale, há sempre oportunidades", considera.

Tiago Magalhães, vencedor ex aequo do Prémio Alexandre Herculano, recorre a Eça para explicar a importância de apostar na formação. "Eça de Queirós dizia que a educação é um dos três factores que determinam a vida de cada um, além da hereditariedade e do meio. Penso que a aposta na educação é fundamental, porque enriquece a nossa bagagem cultural e a capacidade de cidadania e de comunicação". A mesma opinião tem Marta Cosme, que foi distinguida com o Prémio Padre António Vieira pelo desempenho excepcional a Português. "Há que ter horizontes alargados e apostar em quem tem talento. E isso também passa por uma aposta na educação", refere. Financiados pelo Banco Popular e pelo BPI, os prémios da Academia de Ciências são atribuídos com base na média (da disciplina e do secundário) e num ensaio enviado pelos alunos.


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enfim

Eu tb já fui assim.. Coitados.. São tão novinhos que ainda acreditam no Pai Natal... Perguntem-lhes ...

Carlos Azevedo

26.03.2011 18:14