A Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) comprometeu-se a analisar as razões do mau funcionamento de algumas aulas de substituição.
"No geral, as aulas de substituição estão a funcionar bem, mas se há problemas vamos resolvê-los", disse a directora da DREN, Margarida Moreira, no final de uma reunião com um grupo de alunos, que lhe entregou um abaixo-assinado com as principais razões do descontentamento.
Margarida Moreira congratulou-se com o facto de os problemas lhe terem sido apresentados de forma "estruturada e bem fundamentada", tendo garantido aos alunos a realização de reuniões periódicas para debater as questões que mais os preocupam.
Esses encontros, segundo a directora da DREN, deverão realizar-se pelo menos uma vez por período lectivo e serão baseados numa agenda preparada pelos estudantes. "É preciso abrir a escola à participação dos alunos e tentar, com eles, encontrar a solução para os problemas", defendeu.
Relativamente às outras reivindicações que constam no texto do abaixo-assinado — entre as quais o fim dos exames nacionais e do limite de vagas ao ensino superior, a implementação das aulas e educação sexual e as más condições físicas das escolas —, a responsável prometeu analisar as que são da sua responsabilidade.
No final do encontro, que durou cerca de uma hora e meia, os alunos manifestaram-se também "muito satisfeitos" com as promessas da responsável pela educação no Norte, em particular no que se refere à garantia de que o mau funcionamento das aulas de substituição será averiguado.
Centenas de alunos de várias escolas de Lisboa, Setúbal, Porto, Coimbra e Portimão protestaram hoje contra as aulas de substituição, os exames nacionais do 12º ano e a insegurança nos estabelecimentos de ensino.
Os protestos mais participados ocorreram no Porto, em Gaia e em Gondomar, sendo que em Lisboa, onde o destino final dos alunos era o Ministério da Educação, a adesão à manifestação ficou-se por perto de cem alunos.
"Se a ministra não aceitar as nossas reivindicações, estamos dispostos a vir cá todas as semanas", disse Ruben Arruda, da escola secundária de Linda-a-Velha, encarregue de gritar as palavras de ordem através do megafone.
"Ministra vai para a rua, a luta continua", "Educação sexual é um direito universal" e "Substituição em Portugal é vergonha nacional" foram as frases mais populares entre os alunos dos concelhos de Lisboa, Oeiras, Sintra e Loures que marcaram presença no protesto.
O protesto em frente ao Ministério da Educação foi convocado ontem, num encontro de associações de estudantes da Grande Lisboa, que decidiram associar-se à contestação promovida hoje na região Norte, onde foram encerradas a cadeado as secundárias do Porto Aurélia de Sousa, Filipa de Vilhena, Carolina Michaelis e Escola do Cerco.
Apesar de ter um carácter mais oficial, o protesto de hoje ficou aquém das expectativas e longe da mobilização alcançada na passada quinta-feira, quando 400 alunos se concentraram em frente ao ministério, numa manifestação convocada informalmente através de mensagens de telemóvel e de sistemas de conversação instantânea da Internet.
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