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Lisboa e Almada reuniram mais alunos

Manifestações de alunos do secundário em várias cidades do país

05.11.2008 - 18:07 Por Lusa

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A manifestação de Lisboa contou com 1500 alunos A manifestação de Lisboa contou com 1500 alunos (Sara Matos)
O país viu hoje manifestações de Norte a Sul dos alunos do secundário que contestavam contra o novo Estatuto do Aluno. Os protestos em Lisboa e Almada foram os mais significativos, reunindo mais de mil estudantes cada, mas o Barreiro, Évora, Coimbra, Vila Real e Porto foram algumas das cidades que também contaram com manifestações.

Mais de 1500 alunos do básico e secundário, segundo a PSP, concentraram-se hoje em frente ao Ministério da Educação em Lisboa. Para o coordenador da plataforma estudantil "directores não!", Luís Baptista, esta manifestação foi "histórica", tendo em conta a fraca adesão verificada em protestos idênticos nos dois últimos anos.

"Existe um grande descontentamento nas escolas e este é o resultado das várias acções que já se realizaram nos estabelecimentos de ensino desde o início do ano", afirmou o estudante.

Luís Baptista criticou a substituição dos conselhos executivos pela figura do director, por ver a sua influência reforçada e por este "poder até nem ser um professor da escola". O aluno rejeitou ainda as críticas feitas terça-feira pela Juventude Socialista de que a manifestação estaria a ser organizada com o apoio da Juventude Comunista Portuguesa.

"Mais de 95 por cento dos estudantes que se estão a manifestar hoje não têm ligação partidária. Isso foi uma forma de condicionar o protesto e tentar que os estudantes não se mobilizassem hoje", afirmou, esperando uma adesão em todo o país de cerca de 10 mil alunos.

Manifestação pelo país fora

Em Almada, foram cerca de 1.200 os alunos de todas as escolas secundárias do concelho que protestaram hoje de manhã em frente à câmara municipal, segundo a PSP.

Segundo a polícia, no Barreiro, os manifestantes rondaram os 500 alunos. No entanto, os estudantes avançaram com outros números: "éramos cerca de 1300 alunos que protestamos contra as aulas de substituição, o novo regime de faltas, os exames nacionais, o preço elevado dos manuais e também as condições humanas e materiais das escolas do nosso concelho", disse à Lusa Denise Carvalho, do Movimento dos Estudantes em Luta (Barreiro).

Em Évora, a manifestação começou ao início de manhã nas diferentes escolas básicas e secundárias da cidade. Os estudantes, que chegaram às cinco centenas, concentraram-se junto ao edifício da Direcção Regional de Educação do Alentejo (DREA), onde os representantes dos alunos de várias escolas foram recebidos.

Em Vila Real, cerca de 250 alunos do ensino secundário reuniram-se em frente ao Governo Civil, em protesto contra o regime de faltas criado pelo Estatuto do Aluno, o novo modelo de gestão escolar e a privatização dos bares nas escolas.

Cerca de centena de meia de alunos do ensino secundário manifestaram-se também nas ruas de Coimbra.Entre as reivindicações expressas num documento lido à porta do Governo Civil de Coimbra estavam o fim dos exames nacionais, de forma a garantir "um acesso justo ao ensino superior", e a aplicação da educação sexual nas escolas.

Clima de intimidação

No Porto, foram apenas cerca de cem os alunos que se concentraram junto à Câmara Municipal e desfilaram depois até Direcção Regional de Educação do Norte para entregar uma carta reivindicativa.

Para os organizadores da manifestação, "a adesão até é boa" tendo em conta, por exemplo, a "ameaça" que o novo regime de faltas representa.

Nicole Santos, aluna do 11.º ano, denunciou também as dificuldades sentidas por quem ficou responsável por distribuir junto às escolas os panfletos que davam a conhecer as razões do dia de luta que hoje se vive a nível nacional.

"Em diversas escolas fomos impedidos por funcionários e professores de distribuir os panfletos. Compreendemos que eles apenas cumprem ordens, mas estas atitudes geram um clima de intimidação", disse a aluna.

Em Castelo Branco, os portões da Escola Secundária Nuno Álvares foram fechados a cadeado pelos alunos.

A PSP esteve no local desde o início da manhã, tentou por várias vezes apelar à abertura dos portões, mas os apelos não foram ouvidos, e depois de tentativas feitas também por professores e mesmo por alguns alunos, os agentes pediram reforços e acabaram por forçar a abertura dos portões.

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14-11-2008 Basta!

Somos muito mais que alunos... pessoas que desejam um bom futuro! Pretendemos alargar novos ...

Anónimo

14.11.2008 17:48