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Secundário

Mais geologia e menos biologia do que o esperado, mas o exame não foi difícil

21.06.2011 - 15:34 Por Samuel Silva

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“É um ano de trabalho que podemos estragar num só dia", dizem os estudantes “É um ano de trabalho que podemos estragar num só dia", dizem os estudantes (Fernando Veludo/arquivo)
Meia hora antes do final do tempo previsto para o exame de Biologia e Geologia, já havia um grande grupo de estudantes à porta da Escola Secundária Sá de Miranda, em Braga. “Alguns colegas ainda estão lá dentro, porque ainda estão dentro do tempo de tolerância”, explica Sara Gonçalves. Mas, tal como ela, dezenas de colegas tinham terminado de responder às questões assim que se esgotou a hora e meia regulamentar. Sinal de que a prova que acabaram fazer não foi difícil, garantem os estudantes.

À porta da mais antiga escola da cidade, Sara e três colegas comparam as respostas dadas no exame, o primeiro da época de provas deste ano lectivo para estes estudantes do 11º ano. “Como é que é a D?”, indigna-se outra Sara, Rodrigues no caso. Estava convencida que tinha respondido correctamente a uma das questões do exame, mas a maioria dos colegas tem opinião contrária. Conforma-se: “Deve dar para um oito”. O suficiente para manter nota positiva à disciplina.

No grupo das Saras, há mais dois colegas. Nem todos concordam com as respostas ao extenso enunciado do exame – “Isto tem 15 páginas”, afirma Ricardo Costa, enquanto agita o molho de folhas. Mas há uma certa unanimidade quanto ao peso de cada uma das disciplinas na matéria abordada no exame. “Houve muito mais Geologia do que Biologia, não estava à espera”, confessa Guilherme Ribeiro. “Ainda bem”, responde Sara Rodrigues, que confessa sentir-se mais à vontade entre rochas e minerais.

Num outro grupo, Ana Ferreira tira os auscultadores do leitor de MP3 de um dos ouvidos, para falar sobre o exame. Se não estivesse entretida com a música, podia pensar-se que escutou a conversa dos colegas. “Saiu muita Geologia para o que é hábito”, conta. Ainda assim, a prova não lhe pareceu difícil: “É difícil dizer se correu bem ou mal, porque tinha muitas questões de escolha múltipla, que nos deixam sempre com dúvidas, mas era mais fácil do que estava à espera”.

Joel Ferreira agita-se na t-shirt branca, com uma nota de dólar e a cara de Bob Marley estampadas: “O exame correu mais ou menos bem, porque não era difícil”. Para João Pedro Lopes, colega que partilha um lugar no corrimão que protege o muro em frente a escola, os testes intermédios tinham sido menos complicados, mas também achou o exame desta terça-feira acessível. E o que os alunos esperavam era uma prova mais complicada.

“Como já passaram as eleições, diziam-nos que o exame ia ser mais difícil”, confessa Joel Ferreira. A “influência” do Ministério da Educação nos enunciados dos exames não passa ao lado destes estudantes de 17 e 18 anos. E conversas como essa tiveram influência na forma como os alunos estudaram para as provas. “Preparámo-nos muito mais, com receio de um exame difícil”, explicita João Pedro Lopes. “É um ano de trabalho que podemos estragar num só dia. Não podíamos correr riscos”, completa Joel. Agora está contente por ter estudado bastante. Com uma prova mais fácil, a nota pode sair beneficiada: “Esperemos que dê para subir a média”.

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Anónimo

23.06.2011 23:57

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