O Ministério da Educação não suspendeu a formação dos professores de Português sobre os novos programas da disciplina para os 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico.
Apesar de os programas não entrarem em vigor no próximo ano lectivo, como estava previsto, os docentes vão continuar a ter formação. Há 878 escolas que estão a experimentá-los e mais de 7100 professores envolvidos, informa João Costa, professor da Universidade Nova de Lisboa e coordenador da Comissão de Acompanhamento da Implementação do Programa no Terreno. Estes foram elaborados por uma equipa coordenada por Carlos Reis, reitor da Universidade Aberta.
"O trabalho que os professores estão já a fazer nas escolas faz toda a diferença" na futura aplicação dos programas, acredita João Costa. No ano passado foram formados 74 professores formadores, responsáveis pelo trabalho com 1400 docentes, que estão a fazer formação contínua. A cada um destes professores foi pedido que trabalhe os novos programas com os colegas das escolas onde leccionam: é o chamado trabalho colaborativo, cuja aplicação está a ser acompanhada pelas direcções regionais de Educação.
Paralelamente, estão a ser feitos guiões de implementação dos programas, com actividades, que estão a ser experimentados nas 878 escolas que aderiram ao projecto. A partir desses guiões, João Costa espera que os professores contribuam com propostas concretas de alteração, "porque são eles que estão no terreno".
O ministério espera em breve construir um sítio na Internet onde os professores possam aceder às boas práticas, elaboradas pelos docentes das escolas que estão já a trabalhar os novos programas. A tutela decidiu adiar a entrada em vigor dos novos programas de Português para adequá-los às metas de aprendizagem que estão a ser definidas para cada ciclo de ensino.


