O movimento SOS Educação espera que encerrem hoje mais do dobro das escolas privadas com contrato de associação que fecharam as portas na quarta-feira, disse Luís Marinho, daquele movimento.
“Do cruzamento que fizemos ontem à noite (quarta-feira), devem fechar o dobro das escolas”, afirmou. Na quarta-feira, cerca de 25 escolas das 93 privadas com contrato de associação foram encerradas por pais de alunos.
Segundo Luís Marinho, estava previsto que algumas escolas fossem fechadas nos dias 26 e 27 de Janeiro, enquanto outras iriam ser encerradas a 27 e 28. “Hoje é o dia comum, por isso, é o dia em que são esperados mais encerramentos”, disse.
O representante do movimento SOS Educação admitiu, no entanto, que a contagem das escolas encerradas seja difícil e demorada por não existir uma “estrutura” que permita saber rapidamente e com exactidão quantos estabelecimentos estão fechados. “Não temos uma estrutura. A contagem é feita através de cruzamentos de informação, de pessoas que estão em vários locais”, explicou.
Em causa está uma portaria que determina um financiamento de 80.080 euros por ano e por turma nas escolas com contrato de associação, uma verba inferior em cerca de dez mil euros ao reclamado pela Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo.
A ministra da Educação já fez saber, na terça-feira, que o Governo não vai ceder a "formas de pressão, nem tentativas de impressionar a opinião pública", nem tão pouco vai continuar a financiar "privilégios e lucros" de alguns colégios.
Referindo que 57 das 93 escolas já assinaram adendas aos contratos de associação, Isabel Alçada revelou na altura que, se as restantes 36 não assinarem, o Governo encontrará alternativas para os alunos, na rede pública ou mesmo em outras escolas particulares que, segundo a ministra, já manifestaram vontade em assinar aquele tipo de contratos.


