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Isabel Alçada reafirma necessidade de distinguir docentes que obtenham Muito Bom ou Excelente

Mais de 80 por cento dos professores foram classificados com Bom

06.01.2010 - 15:48 Por Lusa

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Isabel Alçada disse que a  percentagem de bons se deve  “à tradição da atribuição desta nota " Isabel Alçada disse que a percentagem de bons se deve “à tradição da atribuição desta nota " (Nuno Ferreira Santos)
A ministra da Educação revelou hoje que 83 por cento dos professores foram classificados com Bom no último ano lectivo, uma percentagem que, segundo ela, vem mostrar que os docentes com melhores notas do que esta devem ser distinguidos com uma progressão mais rápida na carreira.

Para Isabel Alçada, o número elevado de classificados com Bom explica-se com “a tradição da atribuição desta nota aos docentes por parte de quem avalia”, acrescentando que “houve menos de 0,5 por cento de classificações com a nota regular ou insuficiente”. “Estes dados também explicam a nossa intenção de distinguir os professores que obtenham Muito Bom e Excelente com uma progressão mais rápida” na carreira, destacou a ministra, que falava aos jornalistas em Castelo Branco.

Governo e sindicatos realizam quinta-feira aquela que deverá ser a última ronda negocial para a revisão do estatuto da carreira e da avaliação docente, depois de terem falhado um acordo na semana passada.

No centro da discórdia está, sobretudo, a progressão dos professores classificados com Bom. Segundo a proposta do ministério, nem todos aqueles que conseguirem esta nota poderão aceder ao topo da carreira, ficando dependentes da existência de vagas. As declarações de hoje de Isabel Alçada parecem indicar que o Governo vai manter a sua posição, mas a ministra disse estar esperançada no sucesso das negociações: “Tem havido sucessivas aproximações entre as nossas propostas e aquilo que as organizações sindicais nos têm feito chegar e que consideram ser importante para o estatuto da carreira docente e para a avaliação”.

Isabel Alçada afirmou que “em relação ao sistema de avaliação, o modelo está praticamente aceite”, mas no que respeita ao estatuto da carreira há “ainda algumas propostas a apresentar”.

A ministra disse esperar que “as organizações sindicais também façam uma aproximação” à proposta do Governo, considerando que o Ministério apresentou aos representantes dos docentes um projecto equilibrado, “que vai ao encontro daquilo que é uma carreira boa para os professores e que está equilibrada com as outras carreiras da função pública”.

“Estamos convictos de que se os professores analisarem bem a nossa proposta a vão aceitar”, sublinhou.

Na semana passada, o Ministério da Educação enviou uma proposta de acordo aos sindicatos em que elimina a divisão da carreira docente em duas categorias hierarquizadas, mas introduz uma fixação anual de vagas no acesso ao 3.º, 5.º e 7.º escalões da carreira.

Quanto aos docentes avaliados com Bom, mas que por falta de vagas não consigam aceder àqueles escalões, terão prioridade no ano seguinte, “imediatamente a seguir” aos classificados com Muito Bom e Excelente, que progridem independentemente da fixação de vagas.

Caso não haja acordo esta semana, Isabel Alçada diz não temer a contestação dos professores: “Pode-se sempre trabalhar com serenidade. A relação entre o Ministério e os sindicatos deve ser sempre feita pela via do diálogo e não de uma forma conflitual”.

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Comentário + votado

Para os mais distraídos...

Apenas para dizer que os "83% de Bons e 0,5% de classificações com a nota regular ou ...

Maurício Brito

06.01.2010 22:45

X

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