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Rui Pereira distingue criminalidade de problemas de disciplina

MAI rejeita intervenção das forças de segurança na indisciplina nas escolas

08.04.2008 - 20:43 Por Lusa

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O ministro da Administração Interna elogiou o programa "Escola Segura" O ministro da Administração Interna elogiou o programa "Escola Segura" (Paulo Ricca (arquivo))
O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, alertou hoje para a necessidade de distinguir problemas de indisciplina escolar e criminalidade, considerando que as forças de segurança não podem imiscuir-se nos problemas de disciplina nas escolas. "A criminalidade não se deve confundir com indisciplina escolar", afirmou Rui Pereira, perante os deputados da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

Em resposta a uma pergunta da deputada do Bloco de Esquerda, Helena Pinto, sobre se defendia uma maior intervenção policial nas escolas, o ministro da Administração Interna começou por alertar para a necessidade de se distinguir a indisciplina nos estabelecimentos escolares da criminalidade, sublinhando que "a indisciplina tem de ser tratada pela comunidade escolar".

"Às forças de segurança apenas cabe responder pelos factos criminais. Não podem ser as forças de segurança a imiscuir-se nas questões de indisciplina escolar", defendeu, insistindo que os problemas disciplinares nos estabelecimentos de ensino "não são competência das forças de segurança". Contudo, acrescentou, deverá existir "uma articulação entre as forças de segurança e a comunidade escolar".

Questionado pelos jornalistas no final da reunião da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais se ao fazer estas declarações estava a demarcar-se do Procurador-Geral da República (PGR), Pinto Monteiro, o ministro da Administração Interna escusou-se a responder. "Não me compete comentar as declarações do PGR", afirmou, reiterando que apenas alertou para a necessidade de distinguir indisciplina de criminalidade. "As forças de segurança não são competentes nas questões de indisciplina escolar, apenas na prevenção e investigação criminal", salientou.

PGR denunciou armas nas escolas
Na semana passada, no final de uma audiência com o Presidente da República, Pinto Monteiro revelou que "há alunos que levam pistolas de 6,35 e 9 mm para as escolas... para não falar de facas, que essas são às centenas". "Quando não são os pais que dizem aos filhos para levarem a sua pistola para a escola para se defenderem", contou o Procurador, manifestando-se preocupado com a "impunidade" que se vive nas escolas e no país.

Na altura, Pinto Monteiro apelou ainda aos conselhos executivos das escolas e aos professores para que denunciem todos os casos de agressões praticadas dentro dos estabelecimentos de ensino, actos que configuram um crime público.

Ainda durante a sua audição na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, realizada ao abrigo do novo regimento da Assembleia da República, que estabelece que os membros do Governo têm de ser ouvidos periodicamente no Parlamento, Rui Pereira elogiou o programa "Escola Segura", classificando-o como "o ex-libris dos programas de proximidade". Ao longo das mais de três horas em que esteve na comissão parlamentar, Rui Pereira abordou muitas outras questões, como a videovigilância, sublinhando que se trata de um sistema que tem "uma eficácia preventiva". "Não devemos recusar a tecnologia em benefício da segurança", disse, reiterando que o ministério da Administração Interna não irá instalar este sistema "contra a vontade das autarquias".

Videovigilância
A este propósito, Rui Pereira recordou a recusa da Câmara do Porto em instalar o sistema na Baixa da cidade, considerando que seria "desfasado" o ministério "entrar em confronto" com a autarquia. Sobre os "contratos locais de segurança" que o ministério da Administração Interna irá estabelecer com as câmaras municipais, Rui Pereira adiantou que "não obedecem a um figurino único e serão feitos de acordo com as especificidades de cada local".

Relativamente aos sistemas de alerta dos postos de combustível, o ministro da Administração Interna revelou que 110 já tem o sistema, mas disse esperar que mais 600 adiram. Quanto ao patrulhamento especial, Rui Pereira defendeu que "quando existe um crime grave deve haver um reforço do policiamento", nomeadamente "para repor os níveis de confiança dos cidadãos em relação ao Estado".

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Comentário + votado

A U.k nao e para malandros.

Quem vem para Uk tem que trabalhar e nao falta trabalho o que tem e uma lei que todos tem que a ...

antonio

11.04.2008 12:34