Lisboa: manifestação contra política educativa do Governo junta dezenas de pessoas 
16.02.2008 - 18:46 Por Lusa
Dezenas de pessoas concentraram-se esta tarde à porta da sede do PS, no Largo do Rato em Lisboa, para se manifestarem contra a política educativa do Governo, assobiando professores militantes socialistas e o secretário-geral do partido, José Sócrates, que têm uma reunião marcada para hoje.
À Lusa, vários dos presentes disseram ser professores convocados por SMS para se juntarem hoje, às 16h00 horas, no Largo do Rato, admitindo, no entanto, desconhecer quem convocou o protesto.
Para as 17h00 estava marcada uma reunião interna na sede do PS, entre o secretário-geral do PS e militantes professores de todo o país, em que poderá estar também presente a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues.
À entrada para o encontro, José Sócrates criticou os manifestantes, lamentando aos jornalistas a manifestação e declarando-se convencido de que se tratavam de militantes de outros partidos, sem especificar de quais.
"Nunca tinha visto isto em tantos anos de democracia e considero absolutamente lamentável. São militantes de outros partidos, eu sei bem do que estou a falar", disse o socialista.
Segundo José Sócrates, "são pessoas que já fizeram o mesmo no Congresso do PS" e que "há três anos" se manifestam onde quer que esteja. "É absolutamente lamentável que agora estejam a fazer manifestações à porta do PS, tentando condicionar o PS. Já deviam saber que o PS não se deixa condicionar", acrescentou, frisando que o partido manterá a sua linha política no Governo, cumprirá o seu mandato e o seu programa.
"Isto é uma reunião interna do PS, não de professores que não sejam do PS", sublinhou, no átrio da sede do partido, enquanto chegava do exterior o ruído feito pelos manifestantes, que aumentava sempre que entrava algum militante no edifício.
O secretário-geral do PS e primeiro-ministro afirmou que a avaliação dos professores e as mudanças na gestão das escolas vão avançar. "O que estamos a fazer é melhorar a escola pública", defendeu.
As estruturas sindicais dos professores têm vindo a interpor juntos dos tribunais sucessivas providências cautelares a pedir a suspensão da eficácia de despachos do Ministério da Educação sobre a avaliação dos docentes.
Na quinta-feira, o Tribunal Administrativo do Porto aceitou uma quarta providência cautelar, ficando ainda por conhecer a decisão relativa a uma quinta. Os sindicatos afectos à Fenprof entregaram quatro providências e o Sindicato Independente e Democrático dos Professores uma.
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