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Educação

Laborinho Lúcio: Autoridade e disciplina é um “direito dos alunos e não um poder da escola”

23.10.2009 - 16:21 Por Lusa

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É na escola que os alunos devem “conhecer os limites interiores que têm de impor a si próprios”, defende o antigo ministro da Justiça É na escola que os alunos devem “conhecer os limites interiores que têm de impor a si próprios”, defende o antigo ministro da Justiça (Daniel Rocha (arquivo))
O ex-ministro da Justiça Laborinho Lúcio manifestou-se hoje defensor da “autoridade e disciplina” na escola mas enquanto “direito dos alunos” e não “poder da escola”, sugerindo uma “inversão” nesse domínio.

“A autoridade e a disciplina entre nós, do ponto de vista cultural, é mais tida como um poder da escola e não necessariamente como um direito do aluno e precisamos de fazer alguma inversão nesse domínio”, afirmou.

Laborinho Lúcio falava aos jornalistas à margem do encontro “De SIM e de NÃO se faz Educação”, a decorrer até sábado em Coimbra e que tem como ponto de partida “A violência infanto-juvenil em contexto escolar a par da emergência de um novo fenómeno: a violência de filhos contra os pais, em contexto familiar”.

Embora admita partilhar, em alguns aspectos, a ideia de que a escola actual é “demasiado branda em termos de disciplina”, entende que a violência nas escolas deve ser “avaliada sob vários pontos de vista”.

“Não podemos olhar para as situações de indisciplina e de violência na escola e observá-las apenas como resultado, temos de analisar os factores, compreender nomeadamente do ponto de vista estratégico o que pode mudar”, disse.

Para Laborinho Lúcio, os alunos têm “direito à autoridade, à disciplina, mas exercida em seu nome e não da escola”, daí que preconize “uma reflexão” em torno da questão.

É na escola, referiu, que os alunos “fazem grande parte do seu processo de aprendizagem social e precisam, evidentemente, de conhecer os limites interiores que têm de impor a si próprios, de compreender a importância da autoridade e da disciplina como um bem deles próprios”.

O antigo governante salientou a necessidade do sistema educativo “preparar as crianças e os jovens para o pensamento crítico, para a sua dimensão cidadã, a capacidade de escolher e não apenas para de agir”.

Defendeu uma “luta contra o pensamento único que parece vigorar”, para que “não se formem apenas competentes para uma sociedade de informação e do conhecimento, mas também cidadãos capazes de dizer não quando há que dizer não e de lutar pela afirmativa quando entendem que é isso que deve ser”.


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Já é mais que tempo para tomar medidas.

Até que enfim que alguém de bom senso, diz algo que necessita urgentemente de ser analisado e de ...

Carlos Martins

23.10.2009 16:42