I Encontro de Jovens Advogados

Jovens advogados lutam pela sobrevivência na profissão em “tortura psicológica”

23.01.2010 - 20:44 Por Lusa

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O presidente do Instituto de Apoio a Jovens Advogados (IAJA), Eliseu Pinto Lopes, afirmou hoje que a maioria dos jovens advogados lutam pela sobrevivência na profissão, numa situação de “tortura psicológica”.

“À luz do estado actual da jovem advocacia, somos nós que temos de lutar pelo prestígio da nossa profissão”, afirmou Eliseu Pinto Lopes durante o I Encontro Nacional de Jovens Advogados, sublinhando que “o mercado não justifica a existência de tantos advogados” e que o destino da sua profissão é sempre “uma incógnita”.

“A maioria dos jovens advogados lutam pela sobrevivência na profissão, muitas vezes em situações degradantes. Não é justo estarmos sempre com dúvidas quanto ao futuro da nossa profissão, traduzida muitas vezes numa constante tortura psicológica”, acrescentou o dirigente do IAJA, instituto que funciona no âmbito da Ordem dos Advogados.

Eliseu Pinto Lopes disse, também, que os advogados deveriam ter prazer em exercer a sua profissão, mas hoje isso significa um “fardo e sacrifício”, dadas as assimetrias existentes.

“Nos últimos dois anos a Ordem tem procurado estimular os jovens advogados, a criação do Instituto de Apoio é uma prova disso”, salientou o presidente do IAJA.

Contudo, alertou: “Não haja ilusões. Se continuarmos passivamente nos escritórios à espera que façam alguma para mudar, nunca chegaremos a lado nenhum”.

“A decisão é nossa: há que deitar mãos à obra e lutar pela advocacia portuguesa”, concluiu.

O I Encontro de Jovens Advogados realizou-se durante o dia de hoje no Teatro Gil Vicente, em Cascais, onde foram abordados temas relacionados com as novas tecnologias e o futuro dos jovens advogados portugueses.

O primeiro encontro para causídicos com menos de dez anos de profissão ficou ainda marcado pela troca de acusações entre o presidente do Conselho Distrital de Lisboa, Carlos Pinto de Abreu, e o bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto.

Pinto de Abreu acusou a Ordem de discriminar os advogados estagiários e abandonou o encontro, atitude que Marinho Pinto considerou um “espectáculo degradante, cínico e oportunista”.

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advocacia ? não, obrigado !

Os tubarões do sistema que têm já grandes empresas de advogados tratam os jovens ...

contra os tubarões

23.01.2010 22:06