José Sócrates nega que tenha existido acordo com PSD na avaliação dos professores

14.11.2009 - 13:55 Por Lusa
O primeiro-ministro disse hoje ver “com bons olhos” o facto de o PSD “abdicar da tentativa de suspender” o actual modelo de avaliação dos professores, mas negou que exista um acordo com os sociais-democratas sobre esta matéria.
“Tanto eu como a senhora ministra da educação vemos com bons olhos o exercício de responsabilidade dos partidos que eliminam das suas recomendações a suspensão da avaliação dos professores”, declarou José Sócrates aos jornalistas no final de uma visita a uma escola dos Olivais, que foi recuperada no âmbito do Programa de Modernização das Escolas do Ensino Secundário.
O primeiro-ministro referia-se ao projecto de resolução do PSD entregue esta semana no Parlamento, no qual não consta a suspensão da avaliação. “Isso é um acto de responsabilidade que nos dá prazer registar. E julgo que essas posições podem agora contribuir para que a senhora ministra possa ter êxito na negociação com os sindicatos, na negociação de um novo ciclo de avaliação”, considerou.
Num comentário à notícia do jornal “i” segundo a qual o PS está disponível para votar a favor do projecto de resolução do PSD, José Sócrates negou a existência de um acordo com os sociais-democratas: “Não, não há acordo prévio nenhum”. “O que posso dizer é que nós vemos com bons olhos o exercício de responsabilidade na Assembleia da República que leva um partido a abdicar da tentativa de suspender”, reiterou.
O primeiro-ministro defendeu que suspender o actual modelo “significava destruir, pôr em causa os direitos dos professores que já foram avaliados -- daqueles que tiveram excelente, que tiveram muito bom, que tiveram bom”, o que seria injusto e “realmente irresponsável”. O actual ciclo de avaliação “vai chegar ao fim” e será aproveitado “para que haja uma avaliação que beneficie da experiência anterior e possa evoluir e melhorar”, concluiu José Sócrates.
O projecto de resolução do PSD recomenda ao Governo que aprove um novo modelo de avaliação e acabe com a divisão da carreira dos professores entre titulares e não titulares num prazo de 30 dias.

