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Universidade

Internacional: Administrador em silêncio, reitor da Figueira da Foz de saída

16.11.2009 - 18:54 Por Lusa

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O administrador da Universidade Internacional, Javier Vigo, não comenta a situação actual da instituição, encerrada compulsivamente pela tutela a 31 de Outubro, e recusa culpas na falhada aquisição por parte de um grupo empresarial.

“Diz-se muita coisa que não é verdade, não vou fazer comentários”, afirmou Javier Vigo à agência Lusa.

Já as declarações do responsável do grupo empresarial Euroar, Vítor Martins, interessado na aquisição da universidade, que hoje garantiu ter abandonado o negócio depois de confrontado com dívidas não declaradas pela sociedade proprietária e ausência de documentos contabilísticos de suporte, suscitam “dúvidas” a Javier Vigo. “Tenho muitas dúvidas que essas palavras sejam dele. Foi entregue tudo o que pediram”, frisou.

O empresário Vítor Martins garantiu hoje que a Sociedade Internacional de Promoção de Ensino e Cultura (SIPEC), proprietária da Internacional, pretendeu vender “um embrulho sem dizer o que estava lá dentro”. “Ora, ninguém vai comprar uma coisa no abstracto sem saber o que vai comprar, não é possível fazer negócio com gente desta natureza”, desabafou.

Entre outros aspectos, aludiu a dados contabilísticos que não foram fornecidos, um valor do passivo superior ao anunciado e dívidas não declaradas, concretamente resultantes de processos judiciais.

“Já foi condenada em alguns e que nunca pagou, são centenas largas de milhares de euros. Não nos foi dito nada nem estava evidenciado na contabilidade”, sustentou Vítor Martins.

Já o reitor da Universidade Internacional da Figueira da Foz, Gastão Cabral Moncada, embora se escusando, igualmente, a comentar a situação actual da instituição, revelou que vai abandonar o cargo. “Não posso continuar reitor com a universidade fechada”, alegou.

Confrontado com os argumentos dos alunos, que reclamam esclarecimentos dos responsáveis da administração, Cabral Moncada assume que a possibilidade da universidade encerrar a 31 de Outubro, como veio a acontecer, “era evidente”, apesar das negociações para a compra da Internacional. “A realidade estava clara aos olhos de todos”, afirmou.

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