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Resposta às dúvidas “sem fundamento” de Jorge Pedreira

Instituto Superior de Ciências Educativas assegura qualidade da formação dada

26.01.2009 - 17:44 Por Lusa

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A tutela disse ter "indícios" de facilitismo e eventual inflação de notas em alguns cursos A tutela disse ter "indícios" de facilitismo e eventual inflação de notas em alguns cursos (Cláudia Andrade (arquivo))
O Instituto Superior de Ciências Educativas considerou hoje "sem fundamento" as dúvidas do secretário de Estado Jorge Pedreira sobre a qualidade da formação prestada pela instituição e vai questioná-lo sobre essa matéria.

Sábado, o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, afirmou que o Ministério da Educação "não tem absolutas garantias" de que a formação prestada por todas as instituições de ensino superior "corresponda aos padrões de qualidade exigível" à profissão de professor, havendo "indícios" de facilitismo e eventual inflação de notas em alguns cursos. A título de exemplo, o secretário de Estado apontou o caso da Escola Superior de Educação Jean Piaget e do Instituto Superior de Ciências Educativas, ambos privados, onde se formou um terço de todos os professores admitidos no sistema nos últimos dez anos.

A directora do Instituto Superior de Ciências Educativas, Felismina Santos Morais, afirmou que vai enviar uma carta ao secretário de Estado a questioná-lo sobre "as razões que o levaram a proferir tal declaração". "O senhor secretário de Estado deve ter alguns dados que comprovem esta afirmação e é isso que queremos saber", afirmou a responsável. Para Felismina Santos Morais, as afirmações de Jorge Pedreira "não têm fundamento". "Se o Instituto forma professores desde 1984, então só nos dez últimos anos é que estamos a formá-los mal. Não nos parece muito correcto", comentou.

A directora sublinhou ainda que a instituição "tem um passado, um presente e um futuro". "É a pensar nestas três dimensões que discordamos totalmente destas afirmações e queremos apurar das razões que levaram o senhor secretário de Estado a proferi-las", reiterou a responsável.

Prova de ingresso

O Ministério da Educação admite rever o tipo de prova a que serão sujeitos os candidatos a professor, mas não prescinde da existência de um exame para ingresso na carreira por duvidar da qualidade da formação de algumas instituições de ensino superior. Por constatar que há "deficiências" na formação de alguns professores, sobretudo do primeiro ciclo, o Ministério da Educação garante não prescindir de uma prova de ingresso na carreira que ateste, "para além de todas as dúvidas", a qualidade dos futuros docentes.

O Ministério da Educação tem ao seu serviço 12.160 docentes na educação pré-escolar e do 1º ciclo com antiguidade inferior a dez anos, dos quais 5131 estão nas escolas há menos de três anos, refere em comunicado o ME. As origens destes docentes repartem-se pelo ensino superior particular e cooperativo (5748), ensino superior público politécnico (4281), ensino superior público universitário (1568) e outras instituições (563).

Na primeira daquelas origens sobressaem a Escola Superior de Educação Jean Piaget, com 3001, e o Instituto Superior de Ciências Educativas, com 1234. No ensino superior público politécnico destacam-se os institutos politécnicos de Viseu (603) e Bragança (462). Já no ensino superior público universitário, o destaque vai para as universidades de Trás-os-Montes e Alto Douro (534) e do Minho (356).

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Ai Ai Ai

Acho vergonhoso e ridículo que se critiquem os educadores/professores do nosso país só porque foram ...

Rita

30.01.2009 00:25

X

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