Universidades e politécnicos já não abrem as portas apenas aos jovens que terminam o secundário. São cada vez mais diversificados os públicos que chegam ao superior.
Este ano, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), pediu às instituições que fizessem uma estimativa de quantos alunos vão admitir em 2010/2011: mais 20 mil do que no ano anterior, responderam. Mas só no final do ano lectivo é que será possível confirmar esses valores, admite o ministro Mariano Gago. Até 2013, o Governo quer que as instituições de ensino superior públicas formem 100 mil activos.
Mariano Gago diz que esta é uma “realidade nova” e acredita que as previsões se venham a revelar abaixo da realidade, já que houve instituições que apresentaram “estimativas por defeito”. A estimativa é que entrem mais de 118 mil alunos em cursos superiores, o ano passado foram 97.500, entre os do concurso nacional de acesso, ou seja, os jovens alunos que concluíram o secundário, e os que escolheram fazer um curso para maiores de 23 anos (M23), cursos de especialização tecnológica (CET), pós-graduações, mestrados ou doutoramentos.
O aumento será mais forte nos politécnicos (32 por cento) do que nas universidades (15 por cento). De acordo com os mesmos dados, as inscrições em licenciaturas passam a representar menos de metade do total dos novos inscritos nas universidades, devido ao crescimento dos mestrados, mestrados integrados e doutoramentos. Do lado dos politécnicos, os inscritos em mestrados profissionais vão representar mais de 20 por cento dos novos alunos, e mais de seis mil estudantes (10 por cento) farão CET – “cursos [que] são mais curtos e estão mais acessíveis às famílias de menores recursos”, define Gago.
Além de novos públicos que procuram formações no ensino superior, como trabalhadores, há também “pessoas mais velhas” a fazê-lo, bem como (ainda em menor percentagem) licenciados que retomam os estudos – “essa anomalia começa a ser corrigida”, aponta o governante.
Na segunda-feira, Sócrates e Gago estarão na Universidade da Madeira, a universidade mais pequena do país, para assinar os programas de desenvolvimento com todas as universidades. Um dia depois, é a vez dos politécnicos firmarem os seus acordos no politécnico do Porto, o maior que ministra este tipo de ensino.
O ministro acredita que no próximo quadriénio, as instituições vão exceder a meta dos 100 mil activos.


