Incremento da qualidade da formação superior envolve “racionalização” da rede de instituições

11.01.2012 - 17:20 Por Lusa
O ministro da Educação, Nuno Crato, defendeu hoje que o "incremento" da qualidade da formação superior em Portugal envolve a "racionalização" da rede de instituições e da sua oferta formativa, para "optimizar" os recursos disponíveis.
"O incremento da qualidade da formação envolve também a racionalização da rede de instituições do ensino superior, no seu conjunto, e da sua oferta formativa, também no seu conjunto, com vista a optimizar o uso de recursos disponíveis", disse Nuno Crato.
O ministro fala na abertura do seminário "Impacto das Instituições de Ensino Superior Politécnico nas Cidades de Média Dimensão", a decorrer hoje no Instituto Politécnico de Beja.
"A rede de instituições e formações de ensino superior em Portugal apresenta-se heterogénea e desequilibrada, coexistindo situações de elevadíssima qualidade com alguns casos problemáticos", disse o ministro.
Segundo Nuno Crato, trata-se de "um debate" que o Governo PSD/CDS-PP irá promover durante "todo este ano", "valorizando a iniciativa das instituições e com o objectivo último de melhorar a qualidade do sistema de ensino em Portugal e, com isso, valorizar a juventude e o país".
"Quando falamos em valorizar a juventude e o país, falamos de uma qualificação real por oposição a uma pura qualificação estatística", explicou, referindo que o debate "atende às especificidades do panorama nacional, mas que tem como horizonte as melhores práticas internacionais".
No ano letivo 2010/2011, o ensino politécnico, público e privado, "representava a escolha de cerca de 36 por cento" dos estudantes do ensino superior em Portugal, revelou Nuno Crato.
"Pela natureza das suas ofertas formativas e pela sua proximidade ao tecido empresarial, local e regional, os institutos e as escolas politécnicos têm um inegável potencial de desenvolvimento do capital humano e económico", sublinhou.
Segundo o ministro, o ensino politécnico "tem sido pioneiro na ligação entre o ensino superior e as empresas" e, por isso, "importa continuar a apostar" naquela ligação, "estimulando o empreendedorismo e a formação de quadros".
"É fundamental o reconhecimento e a valorização pública das valências e da qualidade do ensino politécnico, evitando derivas na fixação da sua missão e da sua identidade", defendeu, frisando que a "valorização" advém "necessariamente" de "uma aposta clara na qualidade e na especificidade da formação".

