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Líder do PS elogiou ministra Maria de Lurdes Rodrigues

Governo venceu "bloqueios" e "incompreensões" na educação, garante Sócrates

13.09.2008 - 18:56 Por Lusa

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O primeiro-ministro deu como exemplo a criação de aulas de substituição O primeiro-ministro deu como exemplo a criação de aulas de substituição (Adriano Miranda (arquivo))
O secretário-geral do PS, José Sócrates, defendeu hoje que o seu Governo gerou um movimento de mudança para melhorar a escola pública e elogiou a "firmeza" da ministra da Educação por ter vencido os "bloqueios" e as incompreensões".

"As mudanças que fizemos na educação foram orientadas por um desejo honesto de um Governo honesto que quis apenas aplicar um programa para servir o interesse geral. Tantas vezes ouvi falar de um Ministério bloqueado nas mudanças, porque capturado por interesses particulares e corporativos", declarou Sócrates no seu discurso no Fórum Novas Fronteiras.

Perante cerca de três centenas de pessoas no auditório da Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações, José Sócrates disse nunca se ter "resignado à ideia de um partido a quem o país deu maioria absoluta ficar bloqueado apenas por ter medo das incompreensões, dos bloqueios ou das críticas". Na sua intervenção, Sócrates considerou que a educação é uma área prioritária em qualquer programa de centro esquerda e que o seu Governo, em 2005, quando tomou posse, se deparou com "uma urgência" ao nível das reformas neste sector.

"Nenhum programa político pode ter sucesso na economia global sem uma aposta na educação", disse, avançando depois que também sem uma aposta na qualificação das pessoas não se pode combater as desigualdades sociais. "O nosso programa político visa um país mais competitivo, mas também um país mais justo, onde ninguém fique para trás. O nosso país tem desigualdades, que são verdadeiramente causadas por desigualdades na educação", sustentou, antes de enumerar ao longo de 40 minutos as mudanças operadas na escola pública ao longo dos três últimos anos.

Mudança para melhor

"As mudanças introduzidas nos últimos três anos criaram um verdadeiro movimento nas escolas públicas. Quem honestamente e objectivamente olhar para a escola de hoje e a comparar com a realidade de há três anos atrás, não pode deixar de concluir que está melhor", reivindicou.

Sócrates apontou depois como exemplo de mudança, que disse ter suscitado incompreensões, a criação de aulas de substituição. "Lembro-me bem do combate político que tivemos de enfrentar, mas esta mudança veio para ficar", disse, antes de referir que, com o seu executivo, "terminou o espectáculo lamentável de má memória de aberturas de anos lectivos sem professores", ou a imagem das escolas a fecharem às 13h00 ou até às 15h30.

"Hoje as escolas funcionam até às 17h30, em benefício das famílias, mas também dos alunos. A escola a tempo inteiro permitiu um enriquecimento curricular com o desporto, a música e o inglês", advogou. Sócrates aludiu ainda a medidas do seu Governo para o encerramento de 2700 escolas com menos de dez alunos, que disse serem um factor de exclusão, e para a abertura de novos centros escolares; mudanças nas gestão das escolas; revisão no estatuto da carreira docente para "premiar o mérito"; e mudanças na gestão escolar.

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relatório

De vez em quando fala-se no relatório da OCDE e diz-se que os profs portugueses são previlegiados. ...

algarvia

15.09.2008 17:01

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