Francisco Louçã: manifestação é uma "enorme moção de censura ao Governo"

08.03.2008 - 16:18 Por Lusa
Francisco Louçã, dirigente do Bloco de Esquerda, classificou a manifestação dos professores uma "enorme moção de censura ao Governo" e voltou a defender a demissão da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues.
"Esta manifestação é uma enorme moção de censura ao Governo, uma moção de censura da rua, da democracia", afirmou Louçã, o único líder partidário a juntar-se aos docentes na "Marcha da Indignação”, que esta tarde enche o centro de Lisboa.
O líder bloquista, que é também professor, entende que “a política da ministra passou do prazo e não tem condições para continuar”, pelo que o primeiro-ministro deve fazer uma escolha: “prosseguir uma via de fanatização da política ou ouvir a voz da democracia, que é a voz deste povo”.
Para Louçã, “é um feito extraordinário” que se junte “grande parte de uma classe profissional” unida numa “contra a política do Governo”.
A "Marcha da Indignação" é organizada pelos dez sindicatos de professores, unidos numa plataforma, e integra a semana de luta convocada pela Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, que termina dia 14 com uma greve geral.
A última manifestação de professores, a maior de sempre até hoje, realizou-se a 5 de Outubro de 2006 e juntou em Lisboa perto de 25 mil docentes, em protesto contra o Estatuto da Carreira Docente.

