A Federação Nacional da Educação (FNE) registou hoje “muito negativamente” a dimensão que assume o número de professores sem colocação no início do ano lectivo.
“Mais de 30.000 detentores de qualificação profissional para a docência vêem ruir as expectativas que lhes foram criadas com a formação de nível superior que obtiveram”, afirma a FNE em comunicado emitido a propósito das listas de colocação divulgadas na quarta-feira.
A FNE nota que, além da “angústia do desemprego” há “uma clara falta de harmonia” entre as necessidades de formação e o nível de utilização dos recursos humanos existentes.
“A promoção do sucesso escolar exige respostas adequadas e só o recurso a quem tem formação para o efeito é que pode ser o caminho a seguir”, sublinha a organização sindical.
A estrutura diz ainda que o país precisa de aumentar a taxa de cobertura da educação pré-escolar e tem educadores desempregados.
De acordo com o Ministério da Educação ficaram por preencher mais de 3.000 horários dos 18.118 solicitados pelas escolas no concurso para professores a contrato, o que revela “alguma ineficiência do sistema”.
A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) estimou que “mais de 37 mil” professores fiquem sem emprego este ano lectivo.


